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Copa de 2014 deve movimentar R$ 3 bi em cotas
Segundo estimativas de Paulo Saad, do BandSports, mercado publicitário deverá ter mais de 300 cotas de patrocínio à disposição

FernandoMurad
06 de Outubro de 2009 às 18:01

J. Hawilla, da Traffic, iniciou sua palestra no painel “2014: não chute, planeje seu ataque e garanta um gol de placa”, dando duas notícias, uma boa e outra ruim para o mercado publicitário. A primeira, ruim, é que a Copa do Mundo de 2014 já está inteiramente vendida. A segunda, boa, é que ainda assim é possível criar possibilidades de negócio para se associar ao evento.

“A Copa já está toda comercializada porque a Fifa quando vem, traz seus parceiros, fornecedores e patrocinadores. A Fifa tem sua agencia de viagem, já tem os acordos de TV, tem sua geração própria, acordos de merchandising e licenciamento. A notícia boa é que surgirão alternativas fora além desses ciclos no ambiente favorável que a Copa irá criar”, diz Hawiilla, destacando que dentre os patrocinadores locais do evento, Itaú foi o primeiro a fechar.

Paulo Saad, do BandSports, no entanto, acredita que o maior evento esportivo do planeta irá gerar uma grande movimentação nas rádios, TVs, jornais e internet. “Teremos umas 300 cotas de patrocínio como oportunidade publicitária. A internet e o celular, com a TV móvel, estarão muito mais presentes e de forma diferenciada. Estimo que a Copa irá movimentar cerca de R$ 3 bilhões”, projeta Saad.

De acordo com Hawilla, apesar de todos os investimentos em infra-estrutura, que inclui melhoria em aeroportos, sistema de transporte, comunicação, estádios, revitalização de pontos turísticos, ampliação da rede hoteleira, sinalização de rua em várias línguas e treinamento para pessoal de serviços, será a cultura. “A Copa vai mudar a cabeça de todos. Aqueles que souberem pensar de forma diferente, terão sucesso”, aponta Hawilla.

“Entendo a comunicação como um gargalo. Precisaremos de investimento em banda larga e telefonia. Teremos a internet cada vez mais mais complementando mídias tradicionais, como rádio e TV, e também tendo espaço nas transmissões”, diz Marcelo Pinto, da Globo, destacando que os testes do portal do grupo com transmissões ao vivo na web estão caindo quando os acessos chegam a casa dos 90 mil acessos.

Bate-bola
Durante o debate, que contou ainda com Júlio Casares (Record), o futebol brasileiro veio à tona. Com a valorização dos direitos de transmissão do futebol a partir da década de 1990 como pano de fundo, Casares pontuou que os números aumentaram por conta da concorrência e defendeu o modelo de disputa por pontos corridos do Campeonato Brasileiro. A emissora paulistana tentou comprar os direitos de transmissão do Brasileirão, mas perdeu a disputa para a Globo, que repassa à Band.

Pinto defendeu a volta da final ao campeonato brasileiro. “Justo ou injusto é subjetivo. Futebol é bussines e está ficando claro para os clubes que está ficando dinheiro em cima da mesa”, diz Pinto. “Com os pontos corridos ganhamos várias finais. O Palmeiras, atual líder do Brasileiro, terá final contra o Goiás, contra o Internacional”, pondera Casares.

Fonte: http://www.mmonline.com.br/eventos/maximidia/2009/noticia/Copa_de_2014_deve_movimentar_R__3_bi_em_cotas

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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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