Vc m add? As relações da Juventude na Pós-Modernidade a um clique de distância

por Alê Almeida

Vc m add?

As relações da Juventude na Pós-Modernidade a um clique de distância
Pré-Projeto
Trabalho Temático
Sociologia Noturno – 3º Semestre
Disciplinas Metodologia e Psicologia Social
FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO

INTRODUÇÃO

“A Juventude na Pós-Modernidade” é o tema deste Projeto e procuramos discorre-lo em uma interface entre a Sociologia e a Psicologia Social. Sua elaboração teve como tópicos iniciais a internet – um dos meios de comunicação que mais cresce no mundo[1]; as relações virtuais obtidas pela internet; as relações pessoais – como, ou se se dão através das relações virtuais; a percepção do mundo físico – se está relacionada com as relações virtuais; e a velocidade da informação – seu diálogo entre a relação virtual e a relação pessoal.

Para Zygmunt Bauman (1998) a desregulação seria uma característica da Pós-Modernidade, a liberdade individual desta época reinaria soberana com seus ideais de beleza, pureza e ordem, frutos de conquistas individuais e não coletivas, como o fora na época da Modernidade. Nos perguntamos se essas teses podem ser encontradas no meio de comunicação pela internet através das Redes Sociais e sua respectiva proposta de tratar seus usuários como elementos de uma rede de relacionamentos em um ambiente livre e que proporcionaria tudo ou quase tudo o que a imaginação permitisse, algo que dialogaria com a desregulação pensada por Bauman. Assim, nos questionamos quanto à relação pessoal versus a virtual da juventude, visto que a primeira pode não corresponder a tudo o que a imaginação desejar. Neste sentido, como se daria a percepção do mundo “real” relacionada à velocidade da informação presente na internet e portanto, na Pós-Modernidade, visto que seriam universos com dinâmicas diferentes? Pois ainda em Bauman, a Pós-Modernidade teria como consequência sensações de mal-estares, em razão da valoração da liberdade, que ao invés de trazer satisfação, traria uma vida de incertezas: “os laços são dissimulados em encontros sucessivos, as identidades em máscaras sucessivamente usadas, a história da vida numa série de episódios cuja única consequência duradoura é a sua igualmente efêmera memória.” (BAUMANN, 1998: 36)

Estes questionamentos terão como objeto as relações virtuais e possíveis impactos nas pessoais, suas características de construção (identidade) e manutenção (aparência dos jovens). A identidade no mundo virtual para Lúcia Santaella – que utiliza a analogia de Bauman quanto às formas líquidas da sociedade pós-moderna – é múltipla, o ciberespaço seria um ambiente propício para a linguagem fluida e instável, os obstáculos materiais desapareceram, o indivíduo tem a possibilidade de se desenvolver e de se inventar. É lembrado por Santaella, que essa forma de comunicação poderia gerar incertezas interpessoais e/ou organizacionais, pois a relação entre o Eu e o outro fica cercada de ambiguidades, porém não seria o ciberespaço o responsável pela multiplicidade da identidade, essa seria uma condição humana. “Se a identidade é múltipla por que a questão do ambiente digital é colocada em dúvida, o que esses ambientes modificaram em relação ao tema?” (SANTAELLA, 2007: 84).

A adolescência, objeto deste Projeto, segundo José Outeiral (2001), seria constituída por alguns dos seguintes elementos: perda dos pais da infância, construção de novas identificações, reorganização de novas estruturas e estados da mente, aquisição de novos níveis operacionais de pensamento e de comunicação, construção de novos vínculos com os pais, caracterizados por menor dependência e idealização, assim, a adolescência seria a organização da identidade em seus aspectos sociais, temporais e espaciais. Estas questões contribuem para a percepção de que o período da adolescência possui naturalmente, dentro da nossa cultura, aspectos transformadores de grande impacto.

As observações realizadas na rede social Orkut, demonstraram que as relações estão além do outro, parecem ser também uma relação do indivíduo consigo mesmo, em razão da quantidade de autorretratos, por exemplo. A participação em comunidades parece ser uma forma de mostrarem o que são e não a busca de identificação, pois não foi observada uma participação ativa naquelas comunidades, assim, ao tornarem-se membros, a ação não parece ser necessária, não demandaria um debate, a temática da comunidade parece bastar, uma maneira prática e rápida de apresentar o que se pensa.

A interrogativa de Santaella contribui para construirmos a nossa questão final que procura compreender que todas as gerações tiveram as suas ferramentas que contribuíram para o desenvolvimento dos adolescentes, portanto o ciberespaço poderia estar apenas relacionado ao atual contexto histórico não trazendo em si a responsabilidade total dos comportamentos, algumas vezes classificados como efêmeros, dos adolescentes, pois conforme Outeiral, tais comportamentos fazem parte desse período, entretanto há o olhar de Bauman quanto ao mal estar da pós-modernidade. Assim, seria o ciberespaço um potencializador desse mal estar?

PROBLEMA, HIPÓTESE E JUSTIFICATIVA DE PESQUISA

José Outeiral observa a questão do conflito e respectivo embate entre os paradigmas da modernidade e o “desconhecido” da pós-modernidade. A relação do tempo interno do adolescente com relação ao do adulto seria o ponto de partida para a discussão deste conflito, pois as elaborações temporais dos adolescentes são urgentes e grandiosas e a espera tem um aspecto irracional. A existência da cibernética propicia ao adolescente a vivência em um espaço de extrema velocidade de acordo com suas necessidades.

A tradicional ou moderna cadeia impulso-pensamento-ação cede lugar a um modelo novo caracterizado pela supressão do pensamento que demanda elaboração e por conseguinte, tempo, e que se configura pós-modernamente como impulso-ação, baixa tolerância à frustração, dificuldade em postergar a realização dos desejos e necessidade de descarga imediata. (OUTEIRAL, 2001: 101).

Para o autor, tais aspectos sempre estiveram presentes na adolescência, porém, a sociedade atual os tem exacerbado.

Apresentamos aqui um conflito fora do espaço virtual que tem se apresentado nas relações profissionais, conforme comentado por Max Gehringer, especialista em carreiras e empregos, quanto à Geração Y (pessoas nascidas entre o começo dos anos 80 e o final da década de 90). Segundo Gehringer os jovens desta geração não gostam de tarefas rotineiras, são contestadores, têm compromisso consigo mesmo e com a própria carreira. As empresas argumentam que têm experimentado certa frustração com o desempenho dos contratados com este perfil “Y” que chocam-se com o pragmatismo da geração anterior presente nos principais cargos nas empresas. Em matéria veiculada no programa Olhar Digital[2], sobre o mesmo tema, são demonstradas algumas características desse grupo. Adjetivos como imediatista, superficial e insubordinado, têm sido atribuídos a esses jovens que nasceram em uma época de grandes avanços tecnológicos, conectados e cercados de informações por todos os lados, seriam os “nativos digitais” com uma característica marcante de multitarefa, conversa-se através da rede, ouve-se música e envia-se mensagens pelo celular. Um dos entrevistados (Aleksandar Mandic, um dos pioneiros da internet no Brasil) surpreende-se com essa capacidade “Eu, por exemplo, vejo meu filho abrindo tanta janela no computador que eu fico confuso. Quando eu tenho dúvidas, eu pergunto pra ele como faz. Porque eu já não consigo mais digerir aquele número de informação, mas ele consegue perfeitamente”.

A geração posterior, objeto deste Projeto, tem sido denominada como Geração Z (Z de zapping: troca instantânea de canal), há pouco material disponível para pesquisa deste grupo, os encontrados estão relacionados com o quê e como vender para esses jovens, porém de maneira geral estas pessoas nasceram como a internet, seus ambientes são tecnológicos e virtuais. Suas vidas virtuais são bem desenvolvidas e muitas vezes a vida no real pode ser “prejudicada pelo não desenvolvimento de habilidades em relacionamentos interpessoais. Vive-se virtualmente aquilo que a realidade não permite. Algumas das características dessa geração são problemas de interação social, falta de expressividade na comunicação verbal e ausência da capacidade de ser ouvinte.” [3]

Há críticas quanto a possíveis crises de identidade na utilização da internet, conforme matéria publicada no Jornal O Estado de São Paulo, em 04/07/2008, sob o título Identidade virtual poderia deixar a vida real chata e pouco estimulante, de Himanshu Tyagi[4]. Haveria um perigo na visão do adolescente quanto ao mundo e à sua própria identidade, o mundo virtual “é um mundo onde tudo se move depressa e muda o tempo todo, onde as relações são rapidamente descartadas pelo clique do mouse, onde se pode deletar o perfil que você não gosta e trocá-lo por uma identidade mais aceitável” quase que instantaneamente. A matéria chama a atenção para a questão do anonimato nos ambientes virtuais “a falta de experiência sensorial das conversas nestes ambientes, poderia mudar a percepção de interatividade e criar uma visão alterada sobre a natureza dos relacionamentos”. Os indivíduos dessa nova geração partilham o espaço virtual e atribuiriam valores completamente diferentes para as relações e amizades, porém o mundo virtual não seria de todo mal, haveria a possibilidade de oferecer um status social mais equilibrado, raça e gênero são menos importantes, as hierarquias da vida real seriam descartadas e as barreiras geográficas seriam quebradas.

A época atual (moderna ou pós-moderna, pois há estudos que não separam uma da outra) é entendida por Guy Debord, como a sociedade do espetáculo, neste sentido e para este Projeto, a internet poderia representar o palco desta “encenação”. No espetáculo não se diria nada além de “o que aparece é bom, o que é bom aparece”, a atitude do espectador seria passiva. A diversidade e as aparências do espetáculo seriam socialmente organizadas, afirmariam a aparência de toda vida humana e social como simples imagens. A transformação do mundo real em imagens faria com que elas se tornassem reais motivando comportamentos hipnóticos. O autor aborda a alienação do espectador em favor do objeto contemplado, resultando em uma atividade inconsciente, onde quanto mais contemplação, menos se tem vivência, quanto mais aceitação das imagens dominantes e tidas como necessárias, menos se compreenderia a própria existência e o próprio desejo. Os comportamentos desse tipo de espectador não seriam seus, mas a representação dos comportamentos do outro, não haveria mais um lugar próprio e exclusivo para o espectador, pois o espetáculo estaria em toda parte. (DEBORD, 2004) Conforme verificado, a internet ocupa um considerável espaço na vida dos jovens pesquisados neste Projeto. Embora a internet, à primeira vista, seja um conjunto de imagens que procuram demonstrar determinada “realidade” e confirmam o pensamento do autor quanto ao “o que aparece é bom, o que é bom aparece”, ela não estaria dada de maneira fechada e seus usuários não demonstram passividade ao apresentarem suas imagens e sua “realidade” mesmo que construída de maneira, por vezes, espetacular. O espetáculo, tendo como pano de fundo a internet, pode confirmar o pensamento de Debord, quando à sua ocupação em todos os espaços, porém a questão da hipnose não parece ser confirmada por seus usuários, pelo menos não no que diz respeito à passividade, parece estar mais próxima de um “dever ser” ainda que distante.

Em novembro de 2010 a BOX1824, uma empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo, lançou um vídeo na internet intitulado “We All Want to Be Young[5], resultado de cinco anos de pesquisas sobre as gerações W, X e Y, o texto do filme é iniciado com as seguintes afirmativas: “Todos queremos ser jovens. É atraente. É uma explosão de hormônios. É sexy. É saudável. Jovens representam novas linguagens e comportamentos”. Segundo as pesquisas a geração atual seria a primeira “Juventude Global”, os millennials, a Geração Y. Teriam conquistado o mundo, suas identidades seriam determinadas pela internet, transcendendo o lugar de onde são. Seus conteúdos pessoais ganhariam dimensões “estratosféricas, onde tudo pode ser remixado”. O filme lembra que tudo isso tem consequências, “o excesso de informação e possibilidades está fazendo essa jovem geração ter uma ansiedade crônica; está se tornando mais necessário que eles escolham os filtros certos para organizar suas experiências com tanto conteúdo e pessoas em suas vidas”.  Para a BOX1824 estes jovens “desenvolveram um modo não linear de pensar, que reflete exatamente a linguagem da internet, onde uma infinidade de assuntos pode ser acompanhada ao mesmo tempo”. Seria “legal” saber e ser várias coisas ao mesmo tempo, diferentemente da geração anterior, onde os jovens tinham uma opinião formada sobre o poder dos grupos. “É possível ser surfista, DJ, roqueiro, nerd, cinéfilo e designer ao mesmo tempo”. Essa geração seria a mais plural da história, uma pluralidade que garantiria a possibilidade de simultaneamente reconhecer-se mesmo com suas diferenças pessoais. Segundo a pesquisa os ídolos desses jovens não seriam as figuras idealizadas, seriam “pessoas comuns que realizam pequenos e possíveis sonhos, que não são utópicos”. O filme é finalizado com a observação de que podemos entender e tomar parte dessa geração, ou sentarmos confortavelmente e nos acomodarmos, pois ser jovem não é apenas sexy e divertido, é questionar e ter ambições.

Se você acha que já sabe bastante e está em paz com seu espaço no mundo, então parabéns. Você está oficialmente morto. Mais do que nunca, para entender o mundo é preciso entender esses jovens que são os catalisadores das grandes mudanças. E há um bônus extra: entender a evolução do mundo é uma busca que pode nos manter jovens para sempre. (BOX1824, 2010)

Pós-modernidade, adolescência e ciberespaço, aparentemente um conjunto de fatores conflitantes e perturbadores da conhecida e reconhecida modernidade. Porém, conforme verificado por Outeiral, isso é natural e se estabelecerá[6]. Segundo Santaella a multiplicidade identitária é legítima no espaço virtual, possibilitando a reinvenção, um desejo humano. Para os jornalistas é preciso apostar nas novas gerações, afinal não haveria outra saída, elas estão aí. Ser jovem seria questionar e ambicionar (muitas vezes de maneira espetacular), não deveríamos esquecer que mesmo em outras proporções já fomos assim. As relações líquidas ou sólidas são relações e merecem entendimento.

Nossa pergunta de partida pautou-se na possibilidade de existir um conflito entre as relações virtuais e pessoais, por apresentarem dinâmicas diferentes e por estarem no dia-a-dia da juventude pós-moderna. Esses conflitos realmente existem? Como pais e professores (os que estariam mais próximos da faixa etária observada) lidam com esses jovens que têm uma considerável parte de suas vidas conduzidas pela velocidade e “facilidade” nas relações sociais? E como esses jovens lidam com pais e professores que talvez não tenham a mesma linguagem?

Nossa hipótese é a de que a velocidade presente no mundo virtual vivenciada pelo adolescente entraria em conflito com a velocidade do mundo real e as respectivas relações com aqueles que não partilham deste mesmo mundo virtual.

Para Lygia Ferreira, citando Freud, este possível conflito pode ter suas raízes no comportamento narcísico ligado à produção do Eu Ideal. “Um dos elementos corrosivos do amor próprio são os conflitos do dia-a-dia. Nesse sentido, a tecnologia, sobretudo a rede, favorece a libertação dos sentimentos reprimidos vinculados à satisfação narcísica de integrar-se ao meio lúdico”. (FERREIRA, 2009: 93).

O relacionamento de amizade on-line assumiu a efemeridade e a superficialidade da condição pós-moderna, entendida por Baumann. Entretanto conforme analisado por Santaella, essa é a nossa conjuntura e devemos compreendê-la a fim de não estigmatiza-la. Pois este novo formato de relação parece que veio para ficar, podemos, através de pesquisas, entendê-lo melhor, assim como o capitalismo que já está de olho na Geração Z.

A observação preliminar realizada na rede social Orkut, apresentou o relacionamento através da internet como um “tudo” é possível, há discussões, fofocas, nascimento de sentimentos como o “amor” ou o “ódio”, ausência da família natural, fotos demonstrando alegria, amizade, felicidade e despojamento. Os usuários não utilizam o Orkut em sua totalidade, informações como gênero, escolaridade, interesses (filmes, livros, esportes, etc) não são fornecidas, não há preocupação em obedecer ao que a Rede sugere, aquele espaço lhes pertence, são filhos deles mesmos, preenchem o que querem e da maneira que querem, comunicam-se através de signos próprios, amam-se e odeiam-se ao mesmo tempo. Expressam-se, constroem-se, desconstroem-se quase que simultaneamente, são livres. Parecem exercer a liberdade da pós-modernidade, fluída, líquida, inovada e constantemente renovada.

Este tema foi escolhido pois trata de dois elementos que estão na pauta tanto da ciência exata quanto da ciência humana: Tecnologia e Juventude. Estes elementos misturam-se e por vezes unem-se, não sabendo exatamente onde começa um e termina o outro. Seria a tecnologia coisa da juventude ou a juventude seria coisa de tecnologia? Quem estaria a serviço de quem? Estamos cercados de jovens por todos os lados, como apresentado pelo IBGE no Bônus Demográfico[7]. O Instituto aborda questões acerca da produtividade e seu respectivo preparo (educação e saúde), entretanto essa produtividade é intrinsicamente precedida pelas relações sociais. Assim, o estudo dos adolescentes pode contribuir para o entendimento da tendência dos formatos vindouros de relacionamentos, sejam no ambiente familiar, acadêmico ou profissional.

OBJETIVOS

As alterações de comportamento constituem a história humana, um conjunto de elementos sociais aparentemente estáveis podem sofrer rupturas e consequentemente momentos de instabilidade, incertezas e mudanças bruscas e em seguida uma nova etapa se estabelece. A condição pós-moderna perturbaria a aparente estabilidade da condição moderna. (OUTEIRAL, 2001).

A diferença entre a modernidade e a pós-modernidade é que a primeira buscava a solidez e a última a volatilidade e a flexibilidade. Os teóricos da cibercultura discursam criticamente sobre as identidades múltiplas dos ambientes virtuais, pois ignorariam as desconstruções referentes às identidades unas do cartesianismo, suas críticas se devem à ignorância sobre os aspectos da ruptura da questão do sujeito e identidade. O ambiente do ciberespaço traz novidades nas relações humanas, não se trata da oposição entre o uno e o múltiplo e sim um meio de comunicação de aspectos emergentes e inéditos. A velocidade da comunicação virtual reconfigura a posição do indivíduo, os pontos fixos são removidos, passa-se a ter uma cultura da simulação, a natural multiplicidade do sujeito encontrou no ciberespaço seu ambiente propício para encenação e simulação de sua identidade e representação, o corpo entraria no campo do simbólico em busca de um dever ser, através de uma pessoa mais fluida que não buscaria uma identificação, mas sim uma incorporação. (SANTAELLA, 2007)

Procuraremos compreender a conduta juvenil no ambiente virtual e seus impactos nas relações pessoais e se o ciberespaço potencializa os conflitos do período adolescente. Buscaremos os elementos, características e aspectos do Eu Ideal dos adolescentes pós-modernos.

Amostra: Jovens de 14 a 17 anos, independentemente do sexo ou classe social, mas que estejam frequentando escola e tenham acesso à internet.

BIBLIOGRAFIA

BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 1998.

DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto. 2004.

FERREIRA, Lygia Socorro Sousa. Cibercultura, imaginário e juventude: a influência da internet no imaginário de jovens brasileiros. São Paulo, 2009. Disponível em <http://www.sapientia.pucsp.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=10396>. Acessado em 24/03/2011.

SANTAELLA, Lúcia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007.

WEINBERG, Cybelle. Geração Delivery. São Paulo: Sa Editora, 2001


[1] Em junho de 2010, o Brasil tinha 72 milhões de usuários da internet, ocupando o quinto lugar no mundo. China (420 milhões), EUA (234,4 milhões), Japão (99,1 milhões) e Índia (81 milhões), ocupavam os primeiros lugares de um total de 1,8 bilhão no mundo, pouco mais de um sexto da população. Destes, 1,6 bilhão de usuários estavam concentrados nos dez países com o maior número de usuários. Disponível em: http://www.avellareduarte.com.br/projeto/conceituacao/conceituacao1/conceituacao14_internetBrasil2010.htm. Acesso em 17/02/2011.

[3] Disponível em http://www.tecmundo.com.br/2391-o-que-e-a-geracao-z-.htm. Acessado em 04/05/2011.

[5] Disponível em <http://box1824.com.br/>. Acessado em 20/05/2011.

[6] “A clínica do cotidiano nos permite constatar que, efetivamente, uma série de paradigmas e valores da nossa Sociedade, circunstâncias que se mantiveram relativamente estáveis no decurso de várias gerações que nos antecederam, estão sendo contestados, modificados e mesmo substituídos por outros muito diferentes. Essa observação pode ser descrita como o “advento” da condição pós-moderna (ou “…a lógica cultural do capitalismo tardio”, como descreve F. Jamelson), ou seja, a etapa intermediária entre o “esgotamento” da modernidade e o período que a irá suceder e que não sabemos, exatamente, como será. Na Sociedade Humana (escrevem vário autores, como Bertrand Russell) desde os seus primórdios, sempre foi assim: durante certo espaço de tempo, às vezes abrangendo alguns séculos, uma série de elementos sociais, econômicos e culturais permanecem aparentemente estáveis até que, num determinado momento, que poderá ocupar algumas gerações, ocorre uma “ruptura”, trazendo momentos de instabilidade, incertezas e mudanças bruscas, e em seguida uma nova etapa se estabelece”. (OUTEIRAL, 2001: 13)

[7] População alcança bônus demográfico favorável ao crescimento econômico: Os resultados apresentados permitem constatar que, nesse momento, o Brasil passa pela chamada janela demográfica, onde o número de pessoas com idades potencialmente ativas está em pleno processo de ascensão, e a razão de dependência total da população vem declinando em conseqüência da diminuição do peso das crianças de 0 a 14 anos sobre a população de 15 a 64 anos de idade. Além disso, a população com idades de ingresso no mercado de trabalho (15 a 24 anos) passa pelo máximo de 34 milhões de pessoas, contingente que tende a diminuir nos próximos anos. O aproveitamento desta oportunidade (janela demográfica) proporcionaria o dinamismo e o crescimento econômico, se essas pessoas fossem preparadas em termos educacionais e de qualificação profissional para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, não somente em nível nacional, mas também em escala global. Disponível em <http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_impressao.php?id_noticia=1272>.  Acessado em 05/06/2011.

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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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2 respostas para Vc m add? As relações da Juventude na Pós-Modernidade a um clique de distância

  1. Olá Alê!
    Estava “piruteando” pela net e eis que encontrei o teu blog.
    Tive a oportunidade de ver a apresentação do seu trabalho, sou da sua sala na FESP.
    Parabéns pelo blog, vou passar por aqui mais vezes 😉
    bjos

    • Alê Almeida disse:

      Ô Karina,
      Obrigada pela visita, já vou visitar o seu.
      Desculpe pela demora. Aqui está mais difícil do que subir eu pau de sebo.
      Beijos Flor, e até já.
      \o/
      Alê

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