Notas para a prova de Sociologia: A apresentação do Eu na vida cotidiana, Erving Goffman

[Atenção: Bem vindos ao Festival dos Erros de Digitação e Gramática]

Notas da aula

  • Ele se encaixa na Escola de Chicago
  • Ele utilizou o teatro e criou categorias
  • A interação de um indivíduo com outro ou com outros [compreender a dinâmica de grupos e essa dinâmica passa a ser a compreensão central da sociologia]
  • A representação do Eu através de máscaras é A IDEIA CENTRAL do modus operandi da sociedade
  • Os indivíduos têm comportamentos dentro de um determinado grupo
  • Ele utiliza a dramaturgia [cenário, trilha], apresenta uma representação do Eu que constitui a nossa personalidade, e ela é pautada por alguns rumos, e são essas questões que dão o tom da representação do Eu, a partir do conhecimento deste tom é que encontraremos uma compreensão de como os indivíduos estabelecem relações de aceitação e devem ser lidas por nós como uma representação da vida, da sua representação social, de modo a otimizar sua vida social, o objetivo é o de manter-se adaptado à sociedade, a inserção é vista como um modo de  sobrevivência [isso tem a ver com a linha da Escola de Chicago]
  • Em Elias [lembrar do círculo com os triângulos]: a questão de ser um estabelecido e ser um outsider, na ideia de inclusão e exclusão é que se entende o grupo; ele está preocupado em entender a interação, pautada por um processo de racionalidade: processo civilizador
  • Goffman está preocupado como os indivíduos constroem essa interação [a interação é importante para os dois autores]; Goffman entende a interação como uma forma de sobrevivência social e diz respeito a um método construído e denominado pela escola de Chicago como ECOLOGIA HUMANA e é descrito como uma forma de compreender a interação entre um indivíduo e a sociedade [na sociedade temos que compreender UM grupo; a Escola de Chicago não fala de sociedade fala de comunidade, que seria a base para uma sociedade se estabelecer; uma avalição da forma: tanto do indivíduo quanto do grupo estabelece uma relação com o espaço: a cidade – no caso da Escola de Chicago; seria uma forma de entender a permutação entre os grupos]
  • Um indivíduo urbano de repente se muda para uma comunidade de pescadores que tem todo um comportamento determinado pelo espaço, daí esse individuo pode ser expelido simplesmente porque não teve a oportunidade de ao longo do tempo ser um pescador
  • Na ES o espaço é fundamental, para Goffman não seria o ponto central de sua análise
  • Teoria de Darwin: o indivíduo só sobrevive se se adapta ao espaço, se não se adapta, morre e a espécie vai para o espaço
  • O homem tem um habitat simbólico, o universo simbólico fabrica as cidades, só que a cidade é dinâmica, não se trata de se adaptar a cidade de SP; mas os homens influenciam na cidade [caso do trânsito, por exemplo, adaptar-se-ia o habitar para a melhor vida dos homens, e isso não acontece com nenhum outro animal]
  • Personalidade vem da palavra persona que é a mascara do teatro grego, a ideia da máscara é uma metáfora utilizada por Goffman: a  ideia de que o indivíduo em um palco se utiliza de uma aparato expressivo para que ele possa representar vários tipos de personagens.
  • Não é à toa que a palavra máscara tenha dado origem a palavra pessoa.
  • Tríade: indivíduo – comunidade-sociedade – espaço: necessidade de recursos de adaptação e máscaras para representações visando uma aceitação social.
  • Questões como, cara de pau, falsidade etc, para Foffman são normais para a aceitação social, os indivíduos precisam desses aparatos para serem aceitos socialmente; a representação não é só a forma, também está no discurso, tudo isso para sermos aceitos. Tudo seria uma representação, que diz respeito a manter a aparência para fortalecer a personalidade e isso é uma maneira de sempre estar inserido em algum grupo
  • A questão do estereótipo é o que evidencia a existência de representações, quando alguém pede para descrevermos um católico, por exemplo, lançamos mão de características que tomamos conhecimento em algum momento, seria um significado atribuído a partir de um modelo que nos fora apresentado. E quando um católico não atender a minha representação eu poderei julgá-lo como um não católico.
  • A incoerência para o autor é inevitável, quando a incoerência não existe é gerado um sofrimento para o indivíduo… sei lá… podemos representar de acordo com os contextos, o homem se adaptaria a todos os ambientes porque ele tem a capacidade de simbolizar.
  • Existe um movimento interno em todos os indivíduos, assim são criados personagens demandados pelo ambiente em que estamos inseridos.
  • Se entra um aluno de terno e gravata há um estranhamento porque há um estereótipo do aluno de sociologia.
  • Se entrar um cara segurando uma panela ele terá destaque, alguns não querem destaque outros querem e lançam mão desses métodos [usar um colar de mortadela – é alguém que foge dos estereótipos comuns para ganhar destaque]
  • A ideia de adaptação não pode ser vista como um dado qualitativo, a questão é de adaptação ao contexto [roupa, discurso, etc], a questão é a busca da aceitação.
  • Se quero fazer parte de um grupo e me adapto a ele, a interpretação teve sucesso, a questão dos estabelecidos e outsiders não é importante para o autor, a questão é o indivíduo se adaptando ao grupo e ao espaço, o indivíduo é o ponto de partida, ele modifica-se em função do espaço ou vice-versa.
  • [lembrar da tríade do Goffman]
  • O estereótipo auxilia na interação [é o primeiro recurso]
  • Com o tempo vamos corrigindo nossa interpretação de acordo com a interação [QUE LEGAL]; a interação é dinâmica nos dois lados, os dois representam; as intenções se modificam ao longo do tempo, assim, o tempo não é capaz de permitir que conheçamos uma pessoa, porque tudo muda com a interação.
  • O tempo todo as pessoas querem conhecer umas as outras, e vão acumulando dados e assim, interpretando e se modificando, não dá para entender ninguém [que saco]
  • Não seria possível, sem ser monótono, ter uma personalidade por toda a vida.
  • Na adaptação há uma parcela consciente e outra inconsciente, o cachorro quando mostra os dentes para se defender é inconsciente, mas quando faz cara de coitado para ganhar carinho é consciente
  • O autor cria um repertório de elementos para que o sociólogo compreenda as interpretações e indivíduos em determinados cenários [pautado por experiências anteriores]
  • Na expressividade do indivíduo: expressões que transmitem e outras que emitem [formas de comunicação objetivas: fala, símbolos que carregamos; e as que têm o caráter não intencional: inconsciente fenomenológico, refuta a estrutura determinante no comportamento humano, o inconsciente aqui é o que eu tenho e não percebo mas o outro percebe]
  • A comunicação tem dois fluxos objetivos

 Emite ——–> recebe
          Objetivo e
    Caráter subjetivo
inconsciente que só está
   naquele que recebe 

  • Cada um entende a fala do outro de um jeito.
  • Quando falamos é preciso perguntar ao receptor a sua impressão para que possamos ter simetria na comunicação, mas o outro pode mentir, assim, não há como garantir nada, a simulação sempre pode existir tanto no emissor quanto no receptor.
  • Mensagem:
    • Objetivo: transmite
    • Subjetiva: emite
      • Ambas podem mentir ou interpretar
  • Normal > norma > anormal = quem não segue a norma
  • Começamos com uma mentira cínica, depois uma mentira sincera e por fim se torna uma verdade.
  • Começamos com uma intenção que pode se modificar [lembrar do médico que queria ser rico e foi trabalhar na África]
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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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