Notas para a prova de Sociologia: Interacionismo Simbólico

[Atenção: Bem vindos ao Festival dos Erros de Digitação e Gramática] 

 

Notas da aula

 

  • Sociedade <-> individuo
  • Interação duplicada entre indivíduo e indivíduo (troca entre um e outro e entre o grupo e o indivíduo)
    • Não interessa para a sociologia identificar um e outro, mas sim sua relação, sua interação.
  • Troca simbólica: envolve uma permuta de significados
  • Homo Sapiens Sapiens: capacidade simbólica, o sentido do mundo e os símbolos que o cerca.
  • Neste sentido o interacionismo não quer estabelecer regras gerais; as trocas no âmbito micro, caracterizam a consciência do mundo: é na troca que os indivíduos simbolizam o mundo
  • Não importa avaliar o mundo como um acumulado de matérias [seria o âmbito das ciências naturais, não para a sociologia]
  • A característica da sociologia: qual o sentindo da natureza para o homem [mito, por exemplo; uma “coisa” em si mesma, não significa nada, só quando é simbolizada pelo homem]
    • Quais as relações entre a natureza e o homem [pedra X um Deus]?
  • A sociologia tem vários objetos; vários aspectos na interação social – uma compreensão gradual dos indivíduos e dos objetos.
  • Os sentidos atribuídos estão o tempo todo em mutação [interação simbólica: ressignificação]
    • Cada coisa tem um significado/sentido para cada pessoa, de acordo com seu repertório. Não há uma regra geral para uma significação/sentido.
  • Os sentidos são partilhados, pelo menos com um outro; estabelecimento de redes [da natureza do indivíduo: a partir da formação de grupos; estabelecimento de trocas simbólicas]
  • Cada grupo se forma por um eixo de identidade [não é identificação, mas pela identificação que os indivíduos estabelecem com o líder; pode ser uma ideia, uma instituição, etc, isso dá coesão ao grupo = Deus e cristãos]
    • Um sujeito que é cristão e corintiano faz permuta/troca de representações simbólicas entre os dois grupos dos quais faz parte.
  • Dentro de uma metrópole os indivíduos procuram manterem-se vivos em sua individualidade, a fim de se proteger.
    • Como viabilizam-se movimentos sociais dentro deste contexto? Através do estabelecimento de redes: Compartilhamento de símbolos.
  • Através do internacionalismo simbólico […]; não há método; não tem como identificar uma estrutura; sempre há a necessidade de reelaborações quando de cada pesquisa.
  • Interacionismo Simbólico: crítica direta ao cartesianismo [este é visto como metafísica (?)]; confusão: construção de alternativas metodológicas para a “ciência” da sociologia, mas ao mesmo tempo quer abandonar o cartesianismo que tem essa qualidade.
    • Cartesianismo: superioridade da vida contemplativa sobre a vida ativa [a primeira é o mundo das ideias e a segunda é o mundo sensível: um é verdadeiro e o outro “mentiroso” – o cidadão deve atingir o mundo das  ideias, lembrar que o cidadão é o filosofo = PLATÃO; segundo o professor esta perspectiva já começa errada, pois a vida ativa contribui para a simbolização da vida]
    • Para Hannah Arendt esta superioridade é equivocada, a vida ativa é que proporciona a significação [símbolo].
    • Descartes: matematização do pensamento [duvidar de sua própria existência teria sido uma perda de tempo; por que já não partir do que já existe? = daí a crise, passa-se a ignorar este método e adotar uma série de outros, de acordo com o contexto]
  • Interacionismo Simbólico: considerar uma mescla [hibridismo] de métodos que levam em conta procedimentos para a realização das pesquisas e também uma espécie de incentivo do vínculo entre o pesquisador e o objeto.
    • A experiência do pesquisador influência na pesquisa de campo.
    • Procedimentos que “norteiam/sugerem” as metodologias para determinadas pesquisas [não há regra fechada]
    • Na sociologia clássica é possível utilizar “padrões” por tratam de conceitos amplos/macros; a sociologia contemporânea está mais próxima do micro objeto/ambiente
    • Para Durkheim há uma força exterior que me faz tomar uma ação, para o Interacionismo Simbólico há um pensamento [ação] que faz a conduta.

 

 Escola de Chicago 

 

  • Linha pouco estudada, a ESP a estuda por conta da tradição em pesquisas, entretanto é esta linha que mais se utiliza no interacionismo simbólico.
  • Edgar Morin: propõe um modelo de religação dos saberes
    • Não adianta recortar o objeto, sendo que ele faz parte de um todo maior.
    • O recorte não é perdido, mas o Interacionismo Simbólico leva em consideração o contexto em que está inserido [há leis, por exemplo, que interagem com o objeto, os significados se alteram independente do objeto]
  • Escola de Chicago: método que associa a sociologia à biologia e à psicologia, pois emprestam conceitos que contribuem para analisar os objetos em questão.
    • Busca inspirações em outras disciplinas
    • Busca de padrões [competição entre os homens, por exemplo]
  • Interacionismo Simbólico da Escola de Chicago: os seres sociais estabelecem vínculos competitivos e solidários; os seres estabelecem relações […]; o ambiente determinaria as relações entre os indivíduos [relação do ser vivo com o espaço: estudo sociológicos urbanos, tentativa de compreender o espaço, a interação dos indivíduos com relação a ele]
  • Self: inspirado na psicanálise [Jung – inconsciente coletivo], conceito que estabelece a reciprocidade entre os indivíduos através de expectativas sociais[esperamos comportamentos do outro quanto à nossa percepção]
    • Com o tempo ampliamos o nosso universo de informações sobre o outro para criarmos expectativas. Quando o repertório é restrito criamos estereótipos = risco nas interações/relações.
    • A maneira como nos apresentamos nessas expectativas é o tal do SELF; características/itens/dados se incorporam à nossa vida: Interacionismo Simbólico
    • A maneira como enxergo uma coisa é imprecisa, mas a que me interessa, é a que eu conheço [isto não é fixo]
    • A interpretação é o elemento central da sociologia [quem começa com isso é Weber; as ações têm a ver com as intenções do indivíduo; chocar-se com uma bicicleta não significa nada, mas se houve um desvio, o porquê o desvio é o que interessa ao Weber e à sociologia, os aspectos subjetivos interessam aqui, no cartesianismo não; a intencionalidade não poderia ser mensurada]
      • Talvez esse aspecto subjetivo tenha deixado a Escola de Chicago meio de escanteio, seria um afastamento da matematização da vida, não é possível cientificar aspectos subjetivos.
  • Interacionismo Simbólico vê o pragmatismo com muito cuidado; porém ele tem seu valor no que diz respeito à vida ativa, sem conceitos universais.
    • Vida Ativa: não apenas a vida física, mas a vida, mais especificamente a vida política. A sociologia é eficaz quando tem como perspectiva a vida ativa.
  • O Interacionismo Simbólico fornece informações que suscitam a transformação social.
    • O papel da universidade é estabelecer conceitos sociais e não a transformação social, pode-se qualificar a interação social [?]
  • Ordem social: atrela-se à democracia e à comunicação; condição para organização social
    • Democracia: fortalece possibilidades de interação simbólica. É pautada por fatores de comunicação [meios de comunicação: fala, corpo, veículos = interação]:
      • Presente no debate político [aspectos de coerção];
      • Poder econômico;
      • Poder simbólico [ideológico, coloca um debate de ideias, não é coerção – EQUILIBRIO DE TENSÕES [chega-se a um equilíbrio, não é exatamente a vontade de um ou de outro, mas a busca de consensos universais]
      • Poder ideológico e poder político = tipologia de Bobbio
        • Thompson à Politica (consensos); Econômico (bens materiais); Coercitivo (força); Simbólico (o que permeia todos os outros e está inserido em toda forma de comunicação
        • O conceito de poder (Weber): interação simbólica é a sua matéria prima.
  • Ações sociais: intencionalidade como preventiva, aposta-se em projetos futuros, mediante as ações sociais, suas expectativas. Tentamos visualizar as consequências futuras – construímos as coisas –  agimos com relação ao futuro e não ao passado. Isso põem por terra as regras gerais – Projeções subjetivas a partir das expectativas criadas
    • Elementos criados a partir das expectativas
    • Conceito de Self: não é possível visualizá-lo individualmente, porque a ação é tomada com relação ao outro
    • Modelo da sociedade com relação ao futuro (ações): não é a manutenção de uma vida que nasceu, mas de uma vida que vai morrer: as interações sociais servem para fazer a manutenção dos grupos, a fim de reelaborarmos e resignificarmos, para que haja a possibilidade de construir projetos.
  • Escola de Chicago e Interacionismo Simbólico: concepção de sociedade que não mais diminui o indivíduo com relação a ela [diferente de Durkheim].
    • Indivíduos que partilham dos “mesmos” vínculos, quando outros indivíduos se integram a este grupo, os últimos sempre abrem mão de seus significados para pertencerem ao primeiro grupo (Raciocinamos com relação ao custo X beneficio; os indivíduos têm vontades individuais, mas quando querem pertencer a um grupo abrem mão de determinadas vontades, haveria um pressão do grupo, a liberdade perderia terreno).
      • Caso o indivíduo tenha uma atitude contrária ao grupo, ele exerceu sua vontade, porém de qualquer maneira ele fará parte de outro grupo = podemos exercer a nossa vontade (cambiar entre os grupos, por exemplo)
        • O indivíduo interage com os grupos e é com isso que ele próprio se constrói, acumula-se experiência e significados
          • A partir da sociedade se faz o indivíduo ativo – realiza-se o indivíduo -, é na troca que o indivíduo existe
          •  Permutação de experiências
            • As regras são construídas e fabricam os indivíduos
            • Viver em sociedade pode se valer do simbólico a fim de ampliar o individuo em suas experiências e significações.
  • O indivíduo só consegue elaborar a partir da interação com o outro (vide psicanálise)
  • Não seria possível manipular pessoas, manipula-se coisas, os seres humanos são simbólicos, portanto, não manipuláveis [?]

 

SOCORRO!
QUE CONFUSÃO!
EU QUERO A MINHA MÃE!
ALGUÉM PODERIA ME ABRAÇAR?

 

 

 

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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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