Notas para a prova de Sociologia: Os Estabelecidos e os outsiders, Norbert Elias

[Atenção: Bem vindos ao Festival dos Erros de Digitação e Gramática]

Notas da aula

  • O próprio objeto demanda novos métodos durante as pesquisas.
  • Este é o primeiro texto que trata de uma pesquisa empírica [uma experiência], dentro de uma cidade industrial.
  • Sua pesquisa tem outros propósitos, mas à medida que vai se desenvolvendo, surge um outro objeto de pesquisa, que é uma incompreensão com respeito ao comportamento de alguns moradores [por que alguns são privilegiados e outros não?]
  • Sua questão é de INCLUSÃO e de EXCLUSÃO [o termo exclusão é sempre problemático dentro das ciências sociais]
  • Em geral encontramos situações em que um grupo é excluído de algumas situações por questões étnicas, econômicas… questões que evidenciem diferenciações, mas no caso da pesquisa não há diferenças explicitas, e ele quer saber porque.
  • Ele desenvolve um repertório de entendimento, para chegar à sua pergunta sociológica: o motivo da exclusão [questionário, entrevistas, observação de campo, análise de documentos, etc – há explicações que não batem com os documentos, assim é preciso cruzar as duas fontes, recorrer a uma possível memória coletiva; ele utiliza uma série de metodologias: o que explica o fator de exclusão é o tempo, segundo o autor.
  • As relações de poder e os vínculos estabelecidos durante o tempo são obscurecidos pelas questões de exclusão, como gênero, etnia, isso faz com que não se considere o fator tempo. Assim ele sugere que a questão seja levada em consideração nos casos de exclusão.
  • Pertencer a um grupo significa seguir as regras; normalmente há um líder que faz vínculos com os outros do grupo antigo, é possível que com o tempo os “novos” indivíduos se insiram no grupo antigo, ou construam um novo grupo. No caso do Elias, o grupo antigo tinha mecanismos de exclusão [está no texto, nêga]
  • Uma guerra que se apresenta por mortes sociais [lembrar do Foucault]
  • O estudo do Elias permite entender as dinâmicas de grupo em geral. Entender a relação entre os incluídos e os excluídos.
  • Elias procura entender os indivíduos de dentro e os de fora, analisando os seus discursos. Enquanto há regras dentro do grupo, há liberdade do lado de fora, o preço da liberdade é a exclusão. O embate entre regras e liberdade é o tema essencial da política: como é possível que os indivíduos vivam juntos de maneira razoavelmente passivas? Afinal surgem conflitos nessa dinâmica e a política surge para mediá-los.
  • Elias: ideia de um processo civilizador [não se pode deixar isso de lado = O TEMPO]
  • Conforme o passar do tempo haveria um processo de racionalidade, um processo de revisão de regras = o processo civilizador do grupo = está atrelado ao tempo; assim pode ser aplicado a outros contextos e a outros indivíduos. Quando quero pensar um indivíduo devo pensar que ele se relaciona com o exterior, está no tempo e partir deste faz suas elaborações e construções = processo civilizador.
  • A questão de Elias é o tempo, ele tem o livro SOBRE O TEMPO, é bom ler, viu florzinha?
  • O tempo é fundamental para as construções de entendimento.
  • Os outsiders não têm as experiências construídas pelos estabelecidos e não conseguem nem estabelecer contato, etc [elaborar melhor isso, neguinha]
  • [é natural do humano querer viver em grupo]
  • [é preciso criar um mecanismo de exclusão para fortalecer o grupo]
  • [Próxima aula: o interacionismo simbólico entende que há coisas inatas, diferentemente de Locke]
  • [Próxima aula: os indivíduos nascem com tonalidades afetivas diferentes, é um autor… sei lá… não entendi o nome; há alguma coisa que ultrapassa a experiência, não seríamos a tábula rasa; teríamos uma predisposição afetiva; assim, o físico e o metafisico jamais podem se separar]
  • Voltando…
  • O estudo desenvolvido fez com que o autor retomasse conceitos de autores passados que escreveram, em outros contextos, sobre questões semelhantes [esse é basicamente o procedimento de qualquer pesquisa bibliográfica; é um método; Durkheim e o estado de anomia é utilizado por Elias]
  • No debate entre sociedade e individuo no interacionismo simbólico, não há divisão entre eles, há uma interação, é isso o que o Elias faz, é através do contato interno que se estabelecem os vínculos, bem como, os mecanismos de inclusão e exclusão. Assim, como um configuracionista [que é a sociologia do Elias – um ordenamento de tensões onde se é possível entender os fenômenos] utiliza a sociedade acima do individuo. Isso, a princípio seria uma incoerência, não poderia lançar mão de conceitos opostos; seriam feitas adaptações, mas poderia forçar a barra. No caso do Elias não, quanto à anomia [seria a ausência de regras do grupo dos outsiders com relação aos estabelecidos].
  • A questão do contágio é muito importante [sei lá porque… mas está no texto] Ah…. acho que uma vez que uns não obedecem as regras, poderiam influenciar os que estão propensos a isso. [Freud: quando o indivíduo está em grupo agira diferente caso estivesse sozinho] [tomam-se atitudes sem se pensar nas consequências, as consequências são do grupo, não do indivíduo] [há a possibilidade de ser manipulável; ou seja, o outsider não está manipulável, ele consegue racionalizar… hã?… eita confusão]
  • O processo civilizador seria muito abrangente. Segundo o autor, se dá tanto com os outsiders quanto com os estabelecidos. Quando um indivíduo é excluído ele procurará um grupo para se inserir, sempre, ainda que seja procurar por outros excluídos. [o tempo demanda uma racionalidade para a sobrevivência social]
  • O autor trata de relações de poder, tanto internas que fortaleçam o grupo estabelecido, quanto a exclusão dos outsiders.
  • No grupo estabelecido se seguem as regras, independentemente se se concordam ou não. No caso dos outsiders não se seguem as regras do grupo estabelecido, pois não há coesão. [lembrar da fofoca depreciativa, lembrar que o professor ficava no bar… ele era um outsider, que mesmo tendo privilégios por seu status de professor, o fato de ficar no bar, gerava a tal fofoca, e esta, passa a ter valor de verdade; caso o professor falasse que um dos estabelecidos também ficasse no bar, não teria valor de verdade, na verdade fortaleceria o grupo dos estabelecidos… não estou entendendo isso… ah… a questão do TEMPO é mais importante para o grupo estabelecido. No caso do professor, ele só conseguiu ficar naquele local sem deprimir, porque havia outros outsiders assim como ele. O dono do bar acabou ficando amigo dos professores, e acabou sendo excluído do grupo estabelecido, do qual ele fazia parte. Os estabelecidos “chamavam” os outsiders de anômicos, pois não seguiam regras]
  • Elias só percebeu que os estabelecidos eram recalcados apenas com as entrevistas, não com a observação. Quando ele perguntava porque os estabelecidos não lidavam com os outsiders é resposta era: eles são sujos. E essa resposta não tinha coerência.
  • O discurso da exclusão é vazio, mas a questão de pertencer ao grupo estabelecido não tem racionalidade [uma forma de cegueira]
  • O que faz a fofoca funcionar é a dinâmica de grupos: falar que baiano é preguiçoso na Bahia, não dá certo, a fofoca não circula, ela circula apenas em São Paulo.
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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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