Notas para a prova de Sociologia: Sobre a Televisão, Bourdieu

[Atenção: Bem vindos ao Festival dos Erros de Digitação e Gramática]

Notas da aula

  • Esse livro é histórico: é oferecido, a um acadêmico, um horário na TV para que ele faça o que queira.
  • Bourdieu: sociologia da cultura. Debate sobre o impacto que a TV causa na dinâmica social. Ele não pensa na TV como produto da indústria cultural. Sua aposta é no estruturalismo.
  • Há duas visões sobre a TV: apocalípticos e integrados.
    • Integrados: mídia de massa proporciona velocidade à informação, melhorando a vida dos homens
    • Apocalípticos: banalização do pensamento, diminuição da reflexão.
  • A mídia não causaria a individualidade do indivíduo, ela faz a manutenção, enfim, é o que temos como veículo de massa, seria preciso assim, vê-la com algum aspecto positivo [circulação simbólica].
  • Debate inicial: impacto na sociedade. Possível existência de uma manutenção, não das pessoas, mas da informação, e não seria consciente, seria fruto de uma estrutura. [Freud: haveria uma força inconsciente]. Haveria uma estrutura no âmbito do jornalismo para a coerção e isso não seria consciente.
  • Ele usa o campo jornalístico. Campo é tudo o que diz respeito à determinada atividade. Esse campo sofreria a intervenção do campo político e econômico: seriam forças que atuariam diretamente no campo do jornalismo, mas este último também influência os dois primeiros.
    • O campo jornalístico é pautado em uma estrutura [como o jornalismo funciona]
    • Como aluno de jornalismo, se começa a aprender técnicas [escrever, por exemplo, número de caracteres que gerem atração por parte do leitor]: constrói-se a estrutura.
    • Com o atendimento a essa estrutura pode-se dizer que não haveria uma intencionalidade no tratamento da matéria, o que valeria seria a estrutura e também os campos políticos e econômicos.
  • O autor tenta abordar esta estrutura, mostrando como as noticias se afastam da realidade, a informação de massa é de representação e não de correspondência da realidade. Temos imagens da realidade e isso diminui a importância ou a complexidade dos fatos concretos do dia-a-dia.
  • O jornalismo de TV sempre trabalha com imagens, isso faz parte da estética e tem influência no campo econômico, que precisa da audiência para que haja os anunciantes.
    • No caso do programa do Bourdieu não tinha nenhum campo de influência. Sua questão sociológica é quanto ao tempo caro que a TV tem, e que é gasto com futilidades. Se este espaço é valioso e preenchido com banalidades, é porque de fato não são banalidades, mas de qualquer maneira, é um espaço não utilizado com informações úteis.
    • Por que não se utiliza um horário nobre para se discutir o fato social? Vide a programação da TV cultura que está se modificando porque precisa sobreviver e para isso precisa de anunciantes.
    • A realidade vivida deve ser mostrada de maneira extraordinária: estrutura [técnica] jornalística. A maneira como se escreve determina se um fato é ou não notícia.
    • Qual o impacto [nos níveis da vida social] do banal transformado em extraordinário? Esse é um tema para o autor e deve ser estudado pela sociologia.
    • Se não estamos olhando a vida no dia a dia e refletindo sobre seus fatos, o que nos informa é a TV [veículos de comunicação]
    • O homem é privado de sua ferramenta de reflexão, de ser ativo politicamente, quando só absorve informações divulgadas nos veículos.
  • Velocidade da internet: informações no universo da superfície, seria impossível publicar um fato em cinco minutos, pois para que houvesse o mínimo de legitimidade deveria ter um espaço mínimo para reflexão, considerações, etc. para o autor a informação sempre fica na superficialidade, não dá tempo para a reflexão e para o debate. Seria uma superfície estereotipada que também passamos à frente. Quando há debate ele está no âmbito do senso comum [apresenta-se soluções fáceis para questões complexas: soluções messiânicas]
  • O autor “diz” ao jornalista: você está prestando um desserviço à sociedade, sem saber. E isso teria incomodado o jornalista, pois para eles o trabalho é bem intencionado, estão obedecendo à estrutura. Essa “afirmação” do autor causou estremecimento entre os jornalistas e isso foi um dos motivos que levaram o livro a ser importante tratando-se de um livro acadêmico.
  • “violência simbólica”
  • “quanto mais enquadramentos/opiniões sobre o mesmo fato, mais próximo se está da realidade”

 Bourdieu e Giovanni Sartori

    • O segundo é muito respeitado na área da ciência política [política dura], livro: Homo Videns [ele está no grupo dos apocalípticos]
    • Temos uma realidade e o jornalismo faria uma referência a esta realidade, colocando barreiras entre o indivíduo e ela; a questão política que se põe é que o telespectador também é um cidadão, deveria ser um ator político e para isso não deveria ter uma comunicação mediada com instrumentos que afastam o indivíduo da realidade.
    • A comunicação indivíduo-indivíduo permite trocas simbólicas mais reais, pois não há a  mediação planejada e estruturada pela mídia.
    • Bourdieu: Os indivíduos são reflexivos e poderia questionar o jornalismo. A postura crítica pode vir do individuo, o poder está nas mãos do receptor, ele pode por exemplo desligar a televisão ou tampar os ouvidos.
    • O jornal poderia deixar de existir com leitores críticos [a Veja poderia ser objeto de piadas, por exemplo]
    • Sartori: não está centrado na emissão da informação e sim na recepção. Há um longo processo de comunicação, há uma história de escrita.
    • Cada letra do alfabeto tem uma história icnográfica que começou com uma imagem, associados por fonemas, constituem uma palavra: a comunicação acontece; há a possibilidade de expressar coisas que não seriam possíveis apenas com imagem [angústia, por exemplo]. Quem não conhece os códigos da linguagem tem problemas com a comunicação que gira em torno da palavra, da escrita.
      • Para o Sartori haveria um anacronismo; homo vídeos: os homens constroem sua sociedade que é em torno da palavra, através da imagem; seu argumento é biológico, o homem passa por uma alteração de apreender as informações.
      • Quando se olha para o desenho de um boi identifica-se o que é um boi e para ler BOI daria mais trabalho: pensar para depois entender. Não seria um pensamento reflexivo seria apenas um entender. [ver > pensar > entender [percebemos esse processo quando observamos alguém que está aprendendo a ler]. Mas quando olha-se a imagem a identificação é mais rápida e essa privação da leitura privaria o homem da capacidade reflexiva.
        • Mas no final ele mesmo diz que a sua tese não muda nada [ô coitado!]
        • Ele fala da vídeo-criança que é educada antes pelo vídeo do que pela palavra. Isso causa dificuldades para interpretar um texto por exemplo. Seriam crianças facilmente manipuladas. 

 

 

    Que beleza hein Dotô Bourdieu?

Há esperanças para a sociologia…rs…. \o/

 

Ô lá em casa…

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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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