Notas para a prova de Sociologia: Solidão dos Moribundos , Norbert Elias

[Atenção: Bem vindos ao Festival dos Erros de Digitação e Gramática]

Notas da aula

  • Morte: tema que tem a ver com todos.
  • Analisar a morte não é o suficiente para analisar a sociedade, mas talvez a forma como os indivíduos lidam com isso.
  • Processos de interação: dizem respeito à interação entre indivíduos e dos indivíduos com a vida: um acúmulo de percepções culturais que permitem um certo tipo de interação que não é universal, varia de acordo com a cultura, com os estímulos e os fatores externos aos homens. Se faço parte de uma sociedade guerreira o tema da morte está mais presente no meu cotidiano e o contrário é verdadeiro
    • Lida-se de maneira mais fria e mais racional [evolução do pensamento]
  • Elias: processo civilizador que diz respeito à sociedade e ao indivíduo. [o processo civilizador não tem nada a ver com os primitivos, mas sim um processo de racionalidade], depende do meu processo de racionalidade, lido de maneira mais fria e racionalizada com a morte. [sociedades mais ou menos civilizadas lidam de maneiras diferentes].
  • Lidar com a morte de maneira afetiva: menor processo civilizador.
  • Sociedade biopolítica: na potencialização da vida, a morte representa um fracasso, assim ela é deixada de lado, e quando é preciso lidar com ela é insuportável.
  • Quando não há a biopolítica de forma dominante, a sociedade é mais mecânica do que orgânica [sociedade simples ou medieval], a morte é considerada parte da vida.
    • Os indivíduos têm mecanismos para não lidar com a morte [terceirizações: funerárias]
    • A primeira forma de lidar com a morte é a criação de um mito.
    • Há um grau de abstração que cria o mundo e acaba com a vida [a vida continua após a morte]
      • Depois disso há o processo civilizador que vem até os dias de hoje [filosofia e ciência], a ciência não chega a uma resposta = desamparo =  desenvolvimento das biopolíticas.
        • A morte vira um tabu.
  • Elias: se a morte é uma coisa universal por que no passado lidavam com ela de uma maneira e agora é de outra? É a cultura, através de mecanismos [a cultura são os processo de interação]; a cultura sobre a morte passa a ser uma não-cultura.
    • Entendendo que a morte é um “não lidar” como fica a cultura lida com as coisas?
    • Isso traz consequências, pois embora cultuemos a vida, o fim é a morte [que horror]
    • Os homens saudáveis passam a se afastar dos moribundos, numa tentativa de se livrar da morte. Lidar com alguém morrendo, nos aproxima da morte, pois é um humano morrendo, assim como nós.
    • O processo civilizador não conseguiu colocar nada no lugar do mito, assim, exclui a morte do dia-a-dia
  • Racionalidade > infraestrutura social > criação de profissionais, de agências funerárias, médicos, etc > profissionais da morte, que permitem aos indivíduos se afastarem dela. Mas, antes não era assim, a morte fazia parte da vida; esses processos são uma configuração social e fazem parte do processo civilizador.
  • [Elias faz uma sociologia configuracional: a partir de medições de determinados fatos é possível configurá-lo]
  •  Para Elias as pessoas NUNCA lidam bem com a morte, pois é do humano ter medo do desconhecido. Ele faz uma sociologia dos vivos, não dos mortos [rarará… isso é lógico, sua tonta], os primeiros querem sempre se afastar dela.
  • Manter um moribundo afastado gera a ideia de se manter afastado da morte [uma solução mágica]
  • A culpa é central no estudo do autor, quanto à exclusão do moribundo. Essa culpa tem o sentido de dívida [sentido alemão], sinto culpa na medida em que entendo que fiquei devendo algo para o moribundo, trocas simbólicas.
  • O moribundo quando excluído, passa a não pertencer a nada, a solidão começa a ser sentida quando se percebe que não se significa mais nada para o outro – que triste – [a ideia é que eu tenho sentido na minha vida porque faço sentido para outra pessoa; quando estou para morrer deixo de fazer sentido para o outro]; a solidão está totalmente ligada à interação simbólica. Isso é demonstrado quando nos sentimos sós no meio da multidão, pois há a necessidade de interação de reconhecimento no outro; a solidão está ligada ao reconhecer-se no outro. A existência da vida só tem sentido com relação a outras pessoas; para que haja trocas simbólicas e reconhecimentos por parte do outro, vemos importância em nós mesmos. As interações dão sentido à vida [dizer que sente saudade, cantar uma música que foi composta por você, falar de você, etc]
  • Quando terceirizamos a morte, lidamos ou justificamos melhor a culpa.
  • [o relacionamento humano é como um caminho que deve ser percorrido constantemente, senão o mato toma conta; se não se percorre a interação simbólica a relação se perde; se perdemos contato com um amigo perde-se a interação simbólica e a amizade acaba… ai que triste… tenho feito isso]
  • A solidão é não ter alguém que reconheça a sua interação simbólica… AHHHHHH QUE HORROR… sente-se solitário porque não se tem por perto as pessoas que caminharam lado a lado durante a vida.
  • A culpa está relacionada a uma possibilidade de agir que não foi levada a cabo. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH… CULPADO PORQUE NÃO SE INTERAGIU… AI, QUE AULA SOFRIDA.
  • [Espiculo: carta à felicidade LER: só tem medo da morte quem olha para ela sem a razão, ela é apenas a falência dos sentidos… DEUS ME DEFENDA!]
  • Não teríamos medo da morte [para o Elias] teríamos medo da perda dos vínculos, da interação.
  • [o processo civilizador deve ser dado também no âmbito do individual, pois há diferentes maneira de lidar com a morte; há uma história em jogo; para o autor, a exclusão se dá quando essa história é deixada de lado]
  • O moribundo quererá morrer porque sua vida perdeu o sentido, ele não significa nada para ninguém. Não faz sentido viver sem estabelecer vínculos, se eles não existem a vida deixa de ser interessante.
  • Aspecto positivo da culpa: possibilidade de ser melhor, de se reelaborar
    • Se reestabelecerão novas interações simbólicas a fim de ter outras atitudes
    • É um aspecto positivo da culpa, uma culpa que te leva para cima e não a comum, aquela que te leva para baixo
  • Ideia de dependência dos homens entre si, fazem parte de uma rede de interação; o sentido que uma pessoa tem para a outra
  • Dependência: locus da interação simbólica, não é possível ser um indivíduo em si mesmo
  • Morte: as interações deixam de existir e as pessoas passam a sentir falta daquela interação: homens vitimados pelo tabu da morte, que não concebe a morte como parte da vida
  • Não é possível separar sujeito do objeto: a morte faz parte de todos
  • A independência é uma falácia, ela tem sido construída, seria a única maneira de lidar com o capital
    • Criam-se mecanismos de afastamento entre as pessoas
      • Metrópole: viver por si: privação da interação simbólica que é o que nos faz humanos
      • Viver na metrópole: reivindica a solidão
      • Controle biopolítico que coloca a morte como um tabu
      • Formação das metrópoles: individualismo
  • Dois processos complementares civilizadores:
    • Lidar com a vida esquecendo que a morte faz parte dela [formação da metrópole > individualismo; criação da biopolítica > controle – razão = tabu da morte]
      • O medo da morte é um pretexto do autor para perceber o impacto da interação simbólica.
        • Na interação simbólica é onde podemos ser humanos.
        • A CONFIGURAÇÃO DA METROPÓLE ASSIM É APRESENTADA NO TRABALHO DO AUTOR; não é possível desconsiderar o individualismo, a biopolítica, por exemplo. A exclusão é composta por um processo muito mais amplo do que a simples morte, o que pode ser percebido é a questão do tempo [?] uma “coisa” essencial para a sociologia.
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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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