Notas de Sociologia do Trabalho: Trabalho e Capital Monopolista

Faltei – abaixo são as notas da Adri

  • Gerência científica: taylorismo e fordismo
  • Labor: trabalho concreto; valor de uso
  • Work: trabalho abstrato: valor de troca
    • Caráter desumanizador: homem = trabalho vivo à trabalho morto [máquina]
    • Taylorismo
      • Considera o trabalho vivo igual ao trabalho morto, um de seus elementos constituintes é a empresa nos métodos de trabalho.
      • Utilizar a ciência como ferramenta do trabalho, como algo que irá auxiliar na organização e processo de trabalho (executar a tarefa no chão de fábrica) o conhecimento científico mantem física, química, biologia que aperfeiçoa o cotidiano no trabalho.
      • Tornar o homem em uma máquina, melhorar seu processo de trabalho
      • Concepção e execução do trabalho, buscando ampliar a extração de mais valia.

História de Taylor

  • Era dono da fábrica, mas abandona o posto para tornar-se operário porque ele queria  entender como intensificar o uso do material humano, produzindo mais no mesmo tempo. Ele enxerga primeiro a função do gerente. A função do gerente era disciplinar os peões, este, por sua vez, bem organizados e adestrados produziam mais no mesmo tempo de trabalho.

Grande problema do capitalismo

  • Quando deixa o trabalhador ditar o ritmo do trabalho e sua produção, isso seria dar todo o poder nas mãos deles. Por isso é necessário o estudo do trabalho, estudar a produção, dos movimentos, qual material gasto e quanto gasta.
  • Para ter mais lucro é necessária a aplicação da mais valia, esta será extraída aumentando a força de trabalho a partir do estudo científico de como e quanto o trabalhador e máquina aguentam trabalhar, será um estudo do tempo e movimento que irá extrair mais valia.
  • O foco é tirar a concepção do trabalhador, a gerência toma para si a responsabilidade de determinar e tomar a concepção que o trabalhador terá do trabalho. O gerente quebra a unidade de processo de trabalho para adestrar e dominar o trabalhador à é a gerência científica que busca otimizar o tempo de trabalho.

Liberdade zero

  • Dependemos de vender a força para garantir a sobrevivência. A expropriação do trabalho é inerente ao capitalismo, o taylorismo intensifica a expropriação

Nosso primeiro passo foi a seleção científica do operário. Ao lidar com o operário neste tipo de gerência, é regra inflexível conversar e tratar com apenas um homem de cada vez, visto que cada operário tem suas capacidades e limitações especiais, e visto que não estamos tratando com homens em massas, mas tentando desenvolver cada indivíduo ao seu mais alta estado de eficiência e prosperidade.

  • Segundo princípio: criação do mestre, aquele que analisa e controla o que se faz, a revolução contra o controle do processo de trabalho não ocorre somente fora das fábricas, mas dentro também, relações dentro do processo são proibidas, o que enfraquece as classes.
  • Terceiro princípio: utilização do monopólio do conhecimento, este mestre tem monopólio para exercer a dominação e o controle junto ao trabalhador.

Taylorismo

  • Desqualificação do trabalho
  • Aumento da divisão do trabalho
    • Separa a Concepção da execução
    • Controle do processo de trabalho
    • Intensificação do trabalho
    • Subvenção do trabalho capital

Separação entre os que concebem e os que executam [animal]

Tratar o ser humano como animal irracional [não sabe nem entende o que faz]

Desumanização do trabalhador

No ser humano, o aspecto essencial que torna a capacidade de trabalho superior à do animal é a combinação da execução da coisa a ser feita.. mas à medida que o trabalho se torna um fenômeno social mais que individual é possível – diferentemente do caso de animais em que o instinto como força motivadora é inseparável da ação – separar concepção e execução. Essa desumanização do processo de trabalho, na qual os trabalhadores ficam reduzidos quase ao nível de trabalho em sua forma animal, enquanto isento de propósito e não pensável no caso de trabalho auto-organizado e automotivado de uma comunidade de produtores, torna-se aguda para a administração do trabalhado comprado.

Fordismo

  • Não está preocupado com a produção da mais valia, mas sim toda a produção. Taylor focava a análise do trabalho pela ciência e como racionalizar o trabalho e o trabalhador.
  • Ford adiciona a isso a implementação da tecnologia que não faça o trabalhador perder tempo na produção, a isso foi implementada a linha de produção, a tecnologia que facilita a ferramenta de trabalho ao alcance rápido que não o faça perder tempo e produza mais, intensifica a produção. A linha de produção fragmenta o trabalhador, ‘desmistifica’ sua classe e individualiza sua produção, muda não somente a estrutura e ideologia do trabalho e do trabalhador, mas também a sua identidade. Tal estrutura, a linha de pesquisa, gera uma mais valia nunca antes imaginada.

Passamos para outro modo de regulação ou continuamos neste processo de acumulação?

  • Autores defendem que estamos em um pós-fordismo, onde a qualificação do trabalhador é bem vinda, mas existem sim resquícios do taylorismo e do fordismo.

* * * * * *

Notas da gravação

  • Trabalho repetitivo à todo saber anterior não tem valor; tira a capacidade de refletir. O Ser humano é tratado como objeto à objetivação do trabalho [coisificação do trabalho]
  • No primeiro momento houve revolta
    • Mas começam as disciplinas para adaptar o trabalhador à nova organização do trabalho
    • Estabelecimento de maior controle do processo de trabalho
      • Divisão do trabalho = trabalho intelectual e manual [concepção e execução]
        • É inserido o contramestre [quem terá o controle direto sobre o processo de trabalho, do tempo de trabalho, relações entre os trabalhadores], além do gerente científico
        • O objetivo é diminuir o controle do trabalhador sobre o seu trabalho e dos trabalhadores se relacionarem, imobilizando o trabalhador e impossibilitando a consciência de classe. [isso tudo é o 2º principio do taylorismo]
        • Domesticar o trabalhador = taylorismo // amplia a produção de mais valia // expropriação da força do trabalho.
        • Hoje somos totalmente adaptados ao capitalista.

Fordismo

  • Produção à circulação à troca = sistema capitalisma/econômico
    • Aumento da produção + aumento do consumo = maior mais valia
    • Fordismo está preocupado com todo o seu processo, o capitalismo como um todo = construção de um padrão de acumulação capitalista [produção, consumo e mais valia andando juntos]
      • Taylor não pensou nisso [Ford pegou Taylor e inseriu a tecnologia nos modos de produção] [ciência em Taylor é quanto ao método]
      • Acesso aos instrumentos de trabalho à inserção da tecnologia para diminuir o tempo para a execução de trabalho [o trabalhador fica parado diante da máquina trabalhando, não precisa se deslocar para pegar as ferramentas]
        • Extrair mais produtividade do trabalhador à linha de produção [os trabalhadores já não pensam, já estão desqualificados]
          • Intensificação do trabalho à tirar o máximo do trabalhador.
          • Paga bem para que o trabalhador possa consumir o que produz // dá benefícios [só que o trabalho é morto, embora o trabalhador tenha a sensação de estar inserido no capitalismo // bem estar social]
            • Gera um mercado consumidor, pois há mais produtos sendo produzidos.
            • Depois de 1945 à consolidação do estado de bem estar social.
              • Trabalhador com benefícios, salário e possibilidade de consumo não se preocupa com a classe; ele não sabe o que produz, mas está vivendo à acentua o processo de individualização.

Trechos do texto:

  • Taylorismo: desenvolvimento dos métodos de trabalho e não da tecnologia
  • Gerência científica: aplicar os métodos da ciência aos problemas do controle do trabalho nas empresas capitalistas
    • Do ponto de vista do capitalista e não humano
    • Adaptação do trabalho às necessidades do capital
    • Necessidade absoluta para a gerência adequada a imposição ao trabalhador da maneira rigorosa pela qual o trabalho deve ser executado.
    • Não recomendava confiar na iniciativa dos trabalhadores
    • 1º princípio: o administrador assume o cargo de reunir todo o conhecimento tradicional que no passado foi possuído pelos trabalhadores e ainda de classificar, tabular e reduzir esse conhecimento a regras, leis e fórmulas; dissociação do processo de trabalho das especialidades dos trabalhadores. O processo de trabalho deve ser independente do ofício, da tradição e do conhecimento dos trabalhadores.
    • 2º princípio: todo possível trabalho cerebral deve ser banido da oficina e centrado no departamento de planejamento ou projeto [aquela coisa do animal]; sistematização quase sempre significa, pelo menos, no início, a coleta de conhecimento que os trabalhadores possuem; não apenas o capital é propriedade do capitalista, mas o próprio trabalho.
    • 3º principio: esta tarefa específica [da gerência] não apenas o que deve ser feito, mas como deve ser feito e o tempo para tanto. A gerência científica consiste em preparar as tarefas para a sua execução; utilização do monopólio do conhecimento para controlar cada fase do processo de trabalho e seu modo de execução.
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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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2 respostas para Notas de Sociologia do Trabalho: Trabalho e Capital Monopolista

  1. Cheguei a este blog pelo “Nordestinos Paulistanos” e preciso entrar em contato com o autor de ambos. Desculpe, mas não consegui ver teu nome.
    Estou planejando um documentário que trata justamente de nordestinos (preconceito, mas sob outra abordagem) e tenho certeza de que teus conhecimentos seriam muito importantes para o enriquecimento do meu trabalho.
    Ainda estamos em fase de pesquisa, e é por isso que seria interessante conversarmos por agora. Estou à sua disposição pelo email abaixo, peço-lhe encarecidamente um contato.

    Muito obrigado,
    Romeu de Andrade Lourenção Neto

  2. Puxa vida, que mancada! Fui procurar melhor e havia um post teu bem acima do local dos comentários. Quando vi, pensei que era um outro comentário. Mais acima vi que és a autora do blog, Alê Almeida. Bom, já posso te tratar pelo nome. Desculpa a falta de atenção, Alê!

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