Notas para a prova de PPSB – A geração dos anos 1920 – 40, Daniel Pécaut

Trechos do Texto: A geração dos anos 1920 – 40, Daniel Pécaut 

  • A posição social dos intelectuais:
    • Em ‘Os Intelectuais e a classe dirigente no Brasil: 1920-1945’, de Sérgio Miceli: analisa as transformações que afetaram a condição dos escritores naquele período. Frequentemente originários de famílias oligárquicas em decadência, confrontados pela rarefação das carreiras tradicionais, expostos à concorrência provocada pela inflação de diplomas conferidos com as diversas faculdades livres recém-criadas, eles foram ameaçados, primeiramente, pelo risco de perda de status. Devido à ampliação do mercado de bens culturais, associada ao desenvolvimento econômico de certas regiões, em especial São Paulo, foram levados então a renunciar ao antigo estilo de vida das camadas cultas, passando a reconhecer a necessidade de uma profissionalização e, mesmo tempo, a participar dos debates políticos do momento. Com o fortalecimento do Estado, ocorrido após 1930, teriam sucumbido por fim à sedução dos empregos públicos que lhes foram oferecidos. Ao se tornarem defensores de um poder forte, estariam manifestando seu desejo de ampliar o próprio acesso a essas carreiras e, simultaneamente, sua dependência diante das autoridades públicas. Portanto as opiniões ideológicas que professavam seriam, no essencial, apenas o produto de uma estratégia para preservar suas posições nas elites dirigentes. “Eram herdeiros que puderam tirar partido de uma correlação de forças extremamente favorável à produção de obras cujos reclamos reformistas coincidiram com os interesses de autopreservação da fração de classe a que pertenciam”.
    • Variáveis da Noção de interesses: pertencer a um determinado grupo social de origem [oligarquia decadente], identificação com uma categoria social particular [escritores], inserção no aparelho do Estado (como membros da administração].
    • Estavam desiludidos com a República, não por ela ter arruinado a influência das oligarquias, mas, ao contrário, por ter permitido que essa influência se prolongasse indefinidamente no quadro das transações regionais.
    • A intervenção política dos intelectuais inseriu-se em uma conjuntura de recriação institucional.
    • Uma vocação para elite dirigente:
      • Essa geração esforçou-se para romper com duas experiências que marcaram negativamente a história intelectual antecedente: a dependência perante o Império e o isolamento no início do século XX. Em contrapartida, tentou reatar com uma terceira: o prestígio das elites de Estado, que caracterizara todo o período do Império [reprodução].
      • O Estado e os grupo dirigentes não funcionavam apenas como patronos, mas como sucedâneos do público – Antonio Candido”. Isso coincidia com a adesão a uma cultura decorativa, composta de ideias do momento, e com uma colagem ideológica.
      • Autores isolados e humilhados tornaram-se porta-vozes da nação, como se estivessem encarregados de lhe dar forma e preparados para colocar-se na posição do poder.
      • O processo de conversão dos intelectuais em agentes políticos assumiu, a partir de 1915, o caráter de um movimento global e realizou-se sob diversas formas: vaga nacionalista, modernização cultural, ressurgimento católico, impulso antiliberal.
      • Os intelectuais condenavam-se a uma condição medíocre, em lugar de exercer a influência que corresponderia à sua missão “Intelectuais, em geral homens de letras, estão longe de ocupar a posição que lhes compete na sociedade brasileira. Não foram, até hoje, uma força social. A intelectualidade brasileira levou ao último extremo essa atitude de impassibilidade perante a coisa pública – Torres”.
      • Tornar-se uma ‘força social’ supunha nada menos que ‘traçar a política’ do país, tomando consciência de duas tarefas urgentes do momento: forjar uma consciência nacional – ‘para conceber a sua política [do Brasil], é necessário formas uma consciência nacional’ – e promover ‘a organização nacional’.
      • A palavra ‘inteligência’, em português, nem sempre se distingue de intelligentsia, mas está fora de duvida que os que a utilizam consideram-se pertencentes a uma categoria social específica e que esta categoria é uma elite dirigente.
        • Oliveira Vianna: “a realização de um grande ideal nunca é obra coletiva da massa, mas sim de uma elite, de um grupo, de uma classe, que com ele se identifica, que por ele peleja”.
        • Azevedo Amaral: “é preciso que sobre elas se exerça a ação deflagradora da inteligência e da vontade de domínio que só se encontram como elementos do psiquismo das minorias”.
        • Fernando de Azevedo: “a democracia consiste não no ‘governo do povo pelo povo’, o que, em última análise, é uma ficção, mas no governo por elementos ‘diretamente’ tomados do povo e preparados pela educação. Não há salvação para a democracia senão na escolha e pela escolha de capacidades. O problema da educação sobreleva, por isso, em alcance social e político, a todos os outros problemas, numa república decidida a entregar seu governo a uma ‘aristocracia de capacidades’’.
  • Essa visão elitista determinava a teorização da política como competência: a arte de governar relaciona-se com o saber científico.
  • Esses intelectuais advogam sobretudo em causa própria […] falavam a partir de uma posição homologa à do Estado. Preocupando-se com a elaboração da cultura brasileira, não tinha consciência de negligenciar o problema político: estavam simplesmente convencidos de que a essência do político era o processo que conduziria ao advento de uma identidade cultural.
  • Os fundamentos da legitimidade do poder intelectual:
    • Consistiam na posse de um saber sobre o social, reconhecido e valorizado por amplos setores da sociedade. Assentavam na capacidade de definir o social e de explicar as condições da sua organização. Os intelectuais retomaram por conta própria concepções do social já presentes em outros grupos sociais e, sobre essa base, elaboraram ‘o campo do pensável – a problemática legítima’.
    • Os intelectuais não dispunham de um princípio de identidade que remetesse a vínculos institucionais […] eram três perfis: advogados [tendência autoritária], engenheiros [positivistas com visão técnica do poder], e o homem de cultura. […] Raros foram os que não aderiram a uma visão da seleção natural das capacidades, que justifica o direito de uma minoria a impor sua lei à minoria.
    • Qualificações reivindicadas pelos intelectuais: vocação dirigente porque conseguiam, melhor do que qualquer outra elite, captar e interpretar os sinais que demonstravam que já existia uma nação inscrita na realidade, mesmo que ainda desprovida de expressão cultural e política: do implícito, vangloriavam-se de produzir o explícito.
    • Civilizar por cima: cabe ao intelectual efetuar um trabalho de evangelização [hierarquização – formas de exclusão]
    •  As representações do fenômeno político:
      • O antiliberalismo e a ‘ideologia de Estado’: a expressão ‘ideologia de Estado’ tem, portanto, o mérito de ressaltar que o Estado e, não a sociedade civil, se apresenta como o agente da construção nacional.
      • A ambivalência realista: o horror à realidade ressurgia sem cessar; o importante, porém, é a maneira com que ‘a realidade’ serviria de fundamento político. O reconhecimento das solidariedades sociais que lhe conferem consistência tornava supérfluo o mito de um contrato social original. A identidade cultural nela enraizada fundamentava, de imediato, a identidade nacional, e a sua evolução explica a diferenciação natural entre as elites e o povo […]. A desvinculação social toma o lugar dos laços sociais; O ‘realista’ era aquele que teorizava sobre o real e o submetia às tecnologias do poder; o realista e o teórico consistiam numa mesma pessoa.
      • A ambivalência em relação ao fenômeno político: as instituições a serem criadas deveriam valer apenas por sua ‘adequação’ à realidade, cabendo-lhes traduzir em termos políticos a unidade pré-política desta […]; no Brasil, estava fora de questão um patriotismo que prevalecesse sobre o Estado. Ao contrário, o Estado nacional deveria criar as condições para o sentimento nacional […]; a ‘organização da democracia política transforma-se em um fim em si mesma, ela se deliga da realidade.
      • Da teoria do engajamento político:
        • No final dos anos 20 os intelectuais manifestavam a vontade de participar diretamente nas lutas políticas.
        • As novas ideias pareciam um resultado das humilhações infligidas pela República aos intelectuais, em decorrência da sua subordinação, mas também como expressão de um sentimento geral de crise. Essa jovem república parecia a todos precocemente envelhecida.
        • O Estado, apresentando-se como responsável pela identidade cultural brasileira, desejava realizar a unidade orgânica da nação e recorreria aos intelectuais para alcança-la.
        • [linha positivista; era Vargas] Os intelectuais não inventavam um imaginário político inédito: apenas recolhiam, acrescentando-lhes outros ingredientes, concepções já utilizadas para justificar certas práticas do governo.
        • O regime autoritário e o reconhecimento da função dos intelectuais: o projeto do regime pretendia-se mais ‘cultural’ do que mobilizador, e a definição do ‘cultural’ confundia-se amplamente com a dos intelectuais. Trata-se de construir o ‘sentido da nacionalidade’, de retornar às ‘raízes do Brasil’, de forjar uma ‘unidade cultural’.
        • Vimos, na década de 20, a decisão generalizada de procurar as raízes do Brasil e, nesse processo, renunciar às paixões fugazes pelas ‘ideias importadas’. Alternativa ilusória, porém, uma vez que com frequência a ‘brasilianização’ não passava de um novo artifício visando à inserção nas correntes da modernidade cultural universal. Deveríamos dizer ‘modernidade’ ou, arriscando um paradoxo e um anacronismo, ‘pós-modernidade’?. Pois foi nessa ‘antropofagia’ de ideias vindas de longe, praticadas em uma sociedade, e que atravessava um momento de crise levando-a a duvidar da tradição do Iluminismo, que se produziu a descoberta da fugacidade das representações, do valor da ‘autenticidade’, da equivalência dos temas opostos, da estetização da política, da descontinuidade da história, das rupturas sucessivas do tempo. ‘A importação de ideias’ não é – ou não é somente – a negação da ‘realidade’, é também a adesão à sucessão ilimitada e não-controlada das imagens do real e o gosto pela encenação política.
        • Provavelmente inspirados pelo desgosto com o liberalismo, também os intelectuais almejavam a construção de uma nação mais viva […] De uma maneira ou de outra, os intelectuais haviam recebido a confirmação de eu tinham vocação para se incumbir da ‘realização’ da unidade […] Isso não significa que tivessem abdicado de sua vontade de equiparar-se ao Estado em sua responsabilidade pela construção da nacionalidade.

15/03 – Notas de aula: A geração dos anos 1920 – 40, Daniel Pécaut

  • O autor é um sociólogo e cientista político, esteve no Brasil em 80 para estudar os intelectuais brasileiros; ele, como francês, observou o engajamento.
    • isolamento do intelectual na torre de marfim’ à para os franceses, basta interpretar o mundo? O que nos permite estudar a vida do outro?
    • O pesquisador olha os homens como se eles não soubessem que vivem. A vida do homem comum é estudada e este estudo não chega ao homem comum. O estudo é produzido para si mesmo e não para a sociedade [Weber já havia dito isso: por que nós elegemos os temas que estudamos? Os temas tem objetividade? Não. Porque a sociedade não é, ela está]. Não se alcança a ação, mas sim as derivações da ação à por que o ator exerceu a ação que exerceu? Depois de realizada é gerado um argumento que às vezes não tem relação com a ação, os motivos da ação ficam secretos dentro do homem.
    • Homens têm ações em um contexto e essas ações têm reflexos na vida de outros homens [Paretto], as externalidades das ações tornam o mundo humano infinito e variável. Assim, o homem elege um tema em relação ao outro, sem ver as consequências. Tudo é uma questão de eleição e a partir da escolha se deixa de lado as consequências do ato original. Isso é a objetividade do conhecimento. Os temas não são relevantes em si mesmo, porém é irrelevante, porque é arbitrário.
    • A realidade não é objetiva, assim quem dá objetividade do conhecimento se os homens emprestam valor a ele. Os homens precisam de instrumentos intelectuais para enfrentar a vida, em determinadas circunstâncias o homem, de acordo com a necessidade, abraça certos conhecimentos.
      • O intelectual se mete em coisas que não lhe dizem respeito. Ele se intromete na vida dos outros. Não reconhecendo que os homens são dotados de razão. Os intelectuais vão estudar o porquê que os homens vivem, sem levar em conta o próprio homem. Não leva em conta a subjetividade do ator. Os motivos próprios dos atores estariam encobertos por um véu.

[O fetiche aparta o homem do seu trabalho, os produtos por mim produzidos ficam exteriores a mim, e só volta na relação de consumo]

  • Os cientistas sociais não levam a vida, eles interpretam a vida. Weber ficou doido depois da sua descoberta, e os homens, ficaram doidos? Não. Eles continuam vivendo [isso é daHora]
    • O homem que vive não está preocupado com a vida. Porque a iniciativa é transformadora. É a iniciativa que liberta, é na ação que há a transformação.
    • Se os homens fazem a vida, o que resta para os intelectuais? Se meter na vida dos outros [que merda!].
    • A iniciativa do homem não pressupõe a teoria.
    • Quem realiza as transformações são os homens, não são os intelectuais.
    • A história independe da teoria.
    • Os intelectuais pensariam que os homens não precisam deles, assim como a história, tudo é independente a eles. Os homens fazem a história.
    • E por que os intelectuais se acham os tais? Porque no medievo foram as ideias que movimentaram os homens. Na revolução burguesa, por exemplo, a ideia era a liberdade e a ideia precede a ação.
    • A teoria caminha do máximo da liberdade para a moderação de liberdade. A história caminha da ausência de liberdade para a liberdade. Assim, os homens tiveram que se aproximar dessa ideia intelectual para lutar politicamente para a liberdade.
      • Foi preciso um ator intelectual, mas como cada vez mais o homem foi se libertando, o intelectual  perdeu a importância. Os homens foram se tornando senhores de suas vidas, sem precisar mais de pensamentos exteriores.
      • O intelectual só é ‘importante’ para tutelar os indivíduos, vivendo com os homens no dia-a-dia. As iniciativas liberais, se forem dos intelectuais, eles terão valor na vida dos homens, caso não, eles serão dispensáveis, porque quem tem as iniciativas liberais são os homens.
        • Os intelectuais não estão mais na torre de marfim, eles também estão na divisão do trabalho.

[é como se o pensamento intelectual não fosse preciso?… Oxe, isso é engraçado]

  • Por que então os intelectuais não perdem a pretensão? Por conta de um status ancestral
  • O Brasil tem estrutura vertical à Antes eram senhores e escravos à Sem os senhores, vieram os bacharéis [os intelectuais] à O prestígio é reivindicado de outra forma à Como os intelectuais não fazem muita coisa, eles migram para o campo político.
    • Alguém tem que construir a nação e para construir teria que haver os intérpretes [os antigos intelectuais, e agora os políticos]
      • Os intelectuais partem da condição que só eles conhecem a realidade, portanto podem construir a nação. Eles são capazes de encontrar o sentido da vida das pessoas, o elo que une todos em uma identidade. Eles vão no passado encontrar as respostas para o Brasil-futuro-presente.
      • Reconstruir o passado se justifica no caminho a ser traçado no Brasil à eles são interpretes do Brasil. Quem viveu o Brasil foram os homens, mas eles não sabem o que fazem [segundo os intelectuais]. O Brasil é pensado na razão dos intelectuais.
      • O intelectual se torna o orientador da boa política, o seu lugar passa a ser o Estado, pois ele não pode abandonar a sua posição de distinção, de status, pois não há mais um mercado para ele. [sem mercado ele é totalmente dispensável]à
        • Intimismo à sombra do poder à uma determinada posição que os homens comuns não tem.
        • Estes intelectuais não colocam o homem no Estado, só veem o Estado como meio de controle [ver as citações do livro na parte de Vargas]; o intelectual tem um olhar de cima para baixo. Eles teriam uma missão de construir o Estado, mas é uma missão infeliz.

[sai do campo intelectual e vai para o campo politico, em uma área que não lhes pertence; os modernistas, muitos deles estão citados no livro, os donos da verdade à lembrar o que o professor falou sobre o modernismo, mandando-os à puta que o pariu à o tupi, o macunaíma, o tropicalismo, tudo à enquanto os modernistas brincavam de França, o povo trabalhando na fábrica e na ferrovia]

  • Nosso modernismo não tem nada a ver com o movimento modernista, nada mais foi do que uma atualização da elite. O verdadeiro modernismo foi o povo [trabalhadores não tem pátria, a pátria é uma ideia da elite… EitaPorra]
  • Estes intelectuais construíram uma cultura política onde a iniciativa está no poder, o povo vem a reboque. Para o professor essa é a nossa desgraça.
    • O brasileiro construiu o Brasil; o que a Inglaterra levou 150 para crescer, o Brasil levou 30, e foi o Brasileiro que trabalhou, não foram as elites.
    • As elites se atualizaram, deixaram de ser oligarquias para serem burguesia industrial e o homem continuou no campo, sem divisão do ‘bolo’, uma geração inteira de homens não desfrutou do crescimento do Brasil.
    • Quem rompeu com a concepção orgânica de sociedade foram os operários, assim como pensou Marx. ‘Agora nós queremos a nossa parte, cansamos de construir a nação’.

[estes intelectuais não estudam estas pessoas, agora são os acadêmicos FHC, Florestan Fernandes…]

[acho que tudo isso que o professor disse é com relação aos ‘1ºs’ intelectuais]

  • Os novos estudiosos estão desvendando as teorias intelectuais passadas e organicistas à Eles fundaram o PT e o PSDB, o PT nasce com a nação e não da nação.

[ENTÃO: o intelectual por ‘descendência’ é uma merda, o bom é o intelectual por conquista. Tá bom!]

 
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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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Uma resposta para Notas para a prova de PPSB – A geração dos anos 1920 – 40, Daniel Pécaut

  1. marcelotomanik disse:

    Cara Alê,
    Minha postagem nada tem a ver com esse seu blog e sim com o antigo, o Nordestinos Paulistanos.
    Vim aqui agradecer a você, pois mesmo sem vc me conhecer ou saber que eu existo, foi a pessoa que mais representou a minha “identidade cultural” e minhas inquietações de quando morava em minha cidade natal, a gigante São Paulo.
    Não sou um Nordestino Paulistano, sou um Paulistano Nordestino, pois sou nascido em São Paulo, no ano de 1972, fruto do amor entre uma paulista e uma PARAIBANA !
    Hoje moro em Minas há mais de 20 anos, mas até o início de minha vida adulta me sentia deslocado pois ao mesmo tempo que era um dos que, segundo muitos, “devia” ser um discriminador, me sentia também um discriminado. Era algo como ser um “judeu alemão” entende ?
    Hoje vejo de longe, e com tristeza, manifestações preconceituosas por todos os cantos que não me fazem deixar de amar a cidade em que nasci, mas também não me fazem mais ter vontade de voltar prá lá, por isso me sinto como talvez se sentiu meu avô em São Paulo: Amando sua terra, mas só de longe e sabendo que nunca voltará para ela.

    Um grande abraço e parabéns !

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