Notas para a prova de PPSB – Estilos de Pensamento, Octavio Ianni

Trechos do Texto: Estilos de Pensamento, Octavio Ianni [gostei de você ♥♥♥]:

  • Pensamento brasileiro focado em questão nacional e modernização (aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais) […]
  • Influências do absolutismo português na formação da sociedade brasileira, a importância e o peso do período colonial, nas heranças do escravismo, raça e povo, litoral e sertão […] Problemas compreendidos no âmbito da questão nacional e da modernização.
  • Nação: como e quando se formou? Grito de independência ou morte com entonação monárquica e absolutista.
  • Periodicamente, a sociedade brasileira procura modernizar-se, tornar-se contemporânea de seu tempo.
  • Impasses de não contemporaneidade. Em 1822, com a Declaração da Independência e a formação do Estado nacional, inaugura-se a monarquia e adota-se um imperador, como guardião do Poder Moderador, pairando acima do Legislativo, Executivo e Judiciário […] Desde a Revolução de 1930, o lema principal do discurso do poder das políticas governamentais passou a ser ‘nacionalismo e industrialização’. A ditadura militar iniciada com o golpe de estado de 1964 nasceu e desenvolveu-se sob o lema ‘segurança e desenvolvimento’. Em 1985, o governo civil nascido das lutas pela democratização formou-se sob o lema ‘nova república’. E o governo iniciado em 1990 logo começou a falar em ‘Brasil novo’, repetindo que o país deixaria de pertencer ao terceiro mundo e ingressaria no primeiro mundo. Sugerindo que, afinal, o Brasil começaria a ser contemporâneo do seu tempo.
  • Em todos os casos está em causa o empenho em superar a não-contemporaneidade, torna-se contemporâneo do seu tempo, conforme os padrões dos países industrializados, desenvolvidos avançados, predominantes, civilizados, informatizados.
  • Há de tudo nas interpretações conhecidas: catolicismo, liberalismo, evolucionismo, darwinismo social […] A maneira pela qual o pensamento brasileiro incorpora, copia, parodia ou recria o pensamento europeu e norte-americano compreende um capítulo importante da maneira pela qual ele pensa a formação e a modernização da sociedade brasileira.
  • Divergem quanto à elite em causa, mais capaz, missionária; mas estão de acordo no que se refere à precariedade ou anacronismo, à incapacidade tanto do Estado como da sociedade civil.
  • Sem minimizar a importância das diversidades de perspectivas teóricas, é possível refletir sobre o pensamento brasileiro reconhecendo que ele está fascinado pela questão nacional e modernização. E é por aí que começam a distinguir-se as interpretações, escolas, famílias ou estilos de pensamento.
  • Os estilosséculo XXépoca de crisecontexto do declínio da sociedade de base agrária […] Novos modos de pensar e explicar o presente, rebuscando passados e imaginando perspectivas futuras.
  • Multiplicam-se os estudos sobre o Brasil-Colônia, assim como o Brasil-Império. Todos procurando causas, raízes ou origens dos dilemas.
  • A conjuntura histórica altamente crítica e fecunda, como a dos anos 20 e 30, abre novos horizontes históricos e teóricos.
  • Estes pensamentos influenciam o pensamento brasileiro:
    • Oliveira Vianna: pensamento conservador-europeu; a sociedade civil é débil, incapaz; o povo não está cultural e politicamente preparado; precisa ser tutelado, administrado, por um poder estatal cada vez mais corporativo, organizador e modernizador; proposta de modernização conservadora, pelo alto, que se impõe à sociedade como um todo, em seus grupos e classes , instituições e formas de organização.
    • Gilberto Freyre – pensamento moderno europeu; análise de instituições e formas sociais, dentre as quais se destacam a família patriarcal; lida com os interstícios ou poros da sociedade civil, tomando-os como expressões suficientes; focaliza a família patriarcal como se fosse a miniatura da sociedade; desenvolve uma compreensão conservadora; no empenho de resgatar e vivificar o passado, localiza-se no alpendre da casa-grande, esquece a senzala; romantismo tardio; a sociedade e o Estado que ambos constroem parecem o coroamento intelectual da revolução burguesa pelo alto, tardia, conservadora.
    • Sérgio Buarque de Holanda – pensamento alemão moderno; compreensão histórica; elabora tipos ideais; percebe de modo aberto a sociedade civil e o Estado, no passado e no presente.
    • Roberto C. Simonseneconomia política; lê a história como um processo de desenvolvimento econômico; sua interpretação funda-se na hipótese de um capitalismo nacional construído com a presença ativa do poder estatal.
    • Eugênio Gudinliberalismo econômico; o Estado deve apenas garantir as regras do jogo dos fatores econômicos, eximindo-se de interferir, planejar, tornar-se empresário; explica que os desenvolvimentos sociais estão sempre e naturalmente na dependência dos econômicos.
    • Caio Prado Juniorpensamento marxista; analisa a formação social brasileira em termos de forças produtivas e relações de produção, expropriação do escravo e trabalhador livre, desigualdades sociais e contradições de classes; desvendar as lutas e rupturas que demarcam épocas e perspectivas da história social brasileira. Aí a sociedade aparece complexa e contraditória, viva e criativa, nem sempre representada pelo Estado, no qual tendem a predominar interesses políticos ou outros de setores sociais nacionais e estrangeiros de maior poder econômico. 

Trechos do Texto: A ideia de Brasil Moderno, Octavio Ianni 

  • A partir de certas crises, rupturas… as interpretações conhecidas envelhecem.
  • A nação é levada a pensar-se por seus intelectuais, líderes, grupos, classes, movimentos sociais […] Ao pensar o presente, são obrigadas a repensar o passado, buscar e buscar continuidades, rupturas e inovações.
  • Acontece que a nação é real e imaginária. Localiza-se na história do pensamento.
  • Pode-se refletir sobre o Império e a República como formas históricas diferentes da nação. A própria República tem sido diversa, contraditória […] Trata-se de conhecer o tecido que articula a sociedade e o Estado.
  • Independência ou morte:
    • Em 1822 o Brasil não conseguiu entrar no ritmo da história. A Declaração de Independência, a Assembleia Nacional Constituinte, os conflitos com os ‘portugueses’ e as lutas populares não conseguiram lançar o país em um patamar mais avançado da história [‘fui liberal, então a liberdade era nova no país e estava nas aspirações de todos, mas não nas leis, não nas ideias pratica’, Bernardo Pereira de Vasconcelos].
    • O que prevaleceu foi o passado. O modo pelo qual se organizou o Estado nacional garantiu a continuidade, o conservadorismo, as estruturas herdadas do colonialismo, o lusitanismo.
    • Essa história se rompe em vários pontos. A monarquia e os interesses que ela simbolizava foram postos em causa pelos movimentos sociais locais, regionais e nacionais. E desafiados pela força das pressões de interesses externos, principalmente ingleses.
    • As forças burguesas que germinaram por dentro e por fora do escravismo e do manto monárquico compreenderam que cabia mudar alguma coisa. Beneficiam-se dos movimentos e partidos interessados em mudanças no âmbito da economia, política, educação, cultura.
    • [sobre alguns autores] Dedicavam-se a refletir sobre o que era o século XIX brasileiro, e como ele estava deslocado, atrasado, quanto visto em contraponto com os países capitalista mais desenvolvidos e a partir das potencialidades das forças sociais regionais e nacionais. Aproveitavam-se dos ensinamentos liberarias, positivistas, evolucionistas, darwinistas.
    • A campanha republicana ‘interessou grandemente os intelectuais’, principalmente ‘sua parte moça’. Favoreceu o ‘livre pensamento’, em especial o ‘anticatolicismo, por oposição à monarquia, oficialmente católica’.
    • Eram evidentes o ecletismo, o anacronismo e o exotismo, se pensamos nas convergências e nos desencontros entre as ideias e a realidade. Estava em curso uma fase importante no processo de construção de um pensamento capaz de pensar a realidade nacional.
    • Uma solução muito frequente, no pensamento e na prática, era a combinação de diversas correntes de ideias e distintas práticas [contradição]
    • A Declaração de Independência arrastou-se pelo século XIX. As mudanças sociais, econômicas, políticas e culturais que ela implicava somente irão completar-se várias décadas após, quando os regimes escravista e monárquico entram em crise e terminam. Mas nessa época a historia mundial já havia estabelecido outros horizonte [atraso]. Ao fim do século XIX o Brasil ainda parecia viver o fim do século XVIII. Essa característica era facilitada pela persistência do escravismo e da dispersão da população nos amplos espaços da sociedade nacional [administração pública alheia aos interesses populares; legitimidade não só imposta pelo alto, mas estrangeira]
    • Ordem e Progresso:
      • 1888-89: o Brasil tentou entrar no ritmo da história [abolição da escravatura e monarquia]; ao mesmo tempo jogava na europeização e no branqueamento da população. […] Houve uma ampla fermentação de ideias e movimentos sociais [centros urbanos e zonas agrícolas articuladas com os mercados externos].
      • Predominaram a economia primaria exportadora, a política de governadores manejados pelo governo federal e o patrimonialismo em assuntos privados e públicos [uma república simultaneamente liberal e patrimonial]
      • Revolução pelo alto […] mas, aos poucos se alterava a própria sociedade […] reivindicações populares […] modificavam-se um pouco os arranjos do poder, das relações dominantes com os populares, para que nada se transformasse substancialmente. Estava em marcha a revolução brasileira, a revolução burguesa brasileira, que se desdobrará por décadas em manifestações sociais, econômicas, políticas e culturais, dispares e frequentemente contraditórias. “uma revolução lenta, mas segura e concertadas, a única que, vigorosamente, temos experimentado em toda a nossa vida nacional. A grande revolução brasileira não é um fato que se registrasse em um instante preciso; é antes um processo demorado – Sérgio Buarque”.
      • Mas as forças sociais e os movimentos culturais, orientados no sentido da mudança, continuavam a operar. Por dentro e por fora dos interesses liberais e patrimoniais, predominantes nos governos republicanos, surgiram novas propostas, outras ideias […] Os acontecimento de 1922 sugerem os prenúncios de outra época, outro ciclo da história […] Outra vez, os movimentos da sociedade indicavam tendências diversas e antagônicas, mas preocupadas em mudar alguma coisa. Mudar para frente ou para trás, mas mudar. Para que o país não continuasse como ia. Um país que parecia atrasado, anacrônico.
      • Nacionalismo e Desenvolvimentismo:
        • A história do pensamento brasileiro está atravessada pelo fascínio da questão nacional.
        • Muitos estão interessados em compreender, explicar ou inventar como se forma e transforma a nação.
        • A revolução de 1930 parece ter provocado uma espécie de precipitação das potencialidades das crises e controvérsias herdadas do passado. É nessa época que desabrocham algumas das interpretações fundamentais da história da sociedade brasileira. É como se o pensamento e o pensado se encontrassem. sucederia uma geração na qual aparecem alguns homens dotados de uma formação nova e de um técnica intelectual mais adequada – João Cruz Costa’.
        • 1930: uma tentativa de entrar no ritmo da historia, tornar-se contemporâneo de seu tempo, organizar-se segundo os interesses dos seus setores sociais mais avançados.
        • Criou-se uma atmosfera diferente, nova, de ampla ebulição cultural, política e social.  Não foi um marco zero ‘mas foi um eixo e um catalizador […] surgimento de condições para realizar, difundir e ‘normalizar’ uma série de aspirações, inovações, pressentimento gerados no decênio de 20, que tinha sido uma sementeira de grandes mudanças – Antonio Candido ♥♥♥’
        • Os prenúncios do Brasil moderno esbarravam em pesadas heranças de escravismo, autoritarismo, coronelismo, clientelismo. As linhas de castas, demarcando relações sociais e de trabalho, modos de ser e pensar, subsistiam por dentro e por fora das linhas de classes em formação. O povo, enquanto coletividade de cidadãos, continuava a ser uma ficção política. Ao mesmo tempo, setores do pensamento brasileiro vacilavam em fase de inclinações um tanto exóticas e demoravam-se para encontrar-se com a realidade social brasileira.
        • Histórias do Brasil moderno:
          • A marcha da sociedade continua a criar e recriar novas realidade. A sociedade e a economia, a política e a cultura, o campo e a cidade continuam a transforma-se […] Ciclos econômicos acompanhados de mudanças sociais (Borracha e café, por exemplo) […] Aos poucos, diversifica-se o leque do debate cientifico, filosófico e artístico. Multiplicam-se centros e estudos universitários e independentes da academia, privados e públicos.
          • Em todos os lugares, combina-se o moderno material com o autoritário do mando e desmando [construção de Brasília; construção da ferrovia Madeira-Mamoré onde morreu um monte de gente] […] Uma história a qual a modernidade está mesclada no caleidoscópio dos pretéritos, dos ‘ciclos’ desencontrados de tempos e lugares, como se o presente fosse um depósito arqueológico de épocas e regiões.
          • [novos autores] Elaboraram mais e melhor as questões, conseguiram reinterpretar a historia do país […] inauguram interpretações, codificam o conhecimento acumulado até então […] conferem aura cientifica às suas explicações [cada um a seu modo procuram explicar as condições e as possibilidades do Brasil Moderno].
          • Os autores anteriores [Sergio Buarque, Gilberto Freyre, Oliveira Vianna… são considerados clássicos que inauguraram estilos de pensar o Brasil]
          • Depois de 30, virão 45, 64 e 85 com suas rupturas, retrocessos, aberturas. A sociedade continuou a modificar-se, o que não significa que sempre se modificou para melhor, segundo os interesses da maioria do povo.
            • A indústria cresceu e diversificou-se; o capitalismo avançou; acelerou-se a urbanização; recriaram-se as diversidades e desigualdades; no âmbito do pensamento, surgiram novas explicações do Brasil (Florestan Fernandes, Antonio Candido, Raymundo Faoro, Celso Furtado… tomados como fundadores ou continuadores)
  • No Brasil as ciências sociais nascem e desenvolvem-se marcadas pelo desafio de compreender as condições e as possibilidades do Brasil Moderno. Todo o empenho está em compreender o presente, em suas raízes próximas e distantes.
  • Continua o dilema entre o pensamento e o pensado ‘não somos europeus nem americanos do norte, mas destituídos de cultura original, nada nos é estrangeiro, pois tudo o é. A penosa construção de nós mesmos se desenvolve na dialética rarefeita entre o não ser e o ser outro – Paulo Emílio’.
  • A história do pensamento brasileiro no século XX pode ser vista como um esforço persistente e reiterado de compreender e impulsionar as condições de modernização da sociedade nacional.

01/03 – Notas de aula: Estilos de Pensamento, Octavio Ianni

  • Texto no final do ano 80, na Unicamp: discutir o legado da obra de Oliveira Vianna [ele escreveu sob a ditadura Vargas]; a Unicamp resolveu estudar Vianna, por conta da época em que o Brasil viva: ditadura para democracia.
    • Quando olhamos para o passado não vemos instituições democráticas, a história mostra uma sociedade excludente e autoritária. Quando se torna Brasil, ela tem uma aparência democrática [copiou trechos da declaração dos direitos do homem], mas o império estava sendo reproduzido [latifúndio e escravidão]
    • A primeira constituição é bonita, divide os poderes, busca impedir a tirania, mas a sociedade continuava perdida em um imenso território [era república oligárquica e isso é uma contradição, os termos se contradizem]
    • Não foi a sociedade que se mobilizou para construir as instituições, elas vieram de cima.
      • ‘um país não pode ser liberal sem instituições liberais, Vianna’ [liberdade: o homem é livre para tomar decisões comuns]
      • As instituições servem p/ proteger o indivíduo e realizá-lo
  • A sociedade da primeira república tem um trabalho restrito, por conta da posse de terra, por isso os homens não têm como ser livres.
    • Uma sociedade não liberal vai resistir às ideias liberais, então será necessário um poder maior, neste caso surge um estado autoritário [que confusão]
    • Processo histórico – até 45 desde o império, não houve liberdade e portanto democracia de fato
    • A representação não é perfeita é um … travestido de democracia.
      • Há uma troca entre o poder simbólico e cargos e salários [salário mínimo e políticas trabalhistas – 1945]
      • Final dos anos 80 com a abertura política se colocam diante dessa trajetória e vão enfrentar o problema: há solução democrática com o seu histórico não democrático?
        • Estavam rompendo com o regime de exceção. Haveria um caminho democrático.
          • Sérgio Buarque [1936]: a sociedade brasileira foi formada com base em uma matriz ibérica [sei lá] com a concentração do poder em uma única pessoa [o imperador] – esse momento inicial determina ao nosso ‘jeito’ = não haveria aqui uma revolução, uma iniciativa popular, temos uma postura de  submissão, nos realizamos na vontade dos grandes, nós nos entregamos à direção do estado [um comportamento coletivo, não tomamos iniciativas sozinhos

Ideia do Brasil moderno:

  • Quando está no nível do pensamento: que não tem relação com a realidade e está fora da ciência.
  • Para o autor a revolução do Brasil acontece na ideia de Brasil antes que ele existisse.
  • Acreditamos na possibilidade do Brasil Moderno, acreditamos no projeto = O BRASIL É UM PROJETO POLÍTICO.
    • Um ato contínuo de se interrogar sobre nossa própria existência.
    • O Brasil existiu como um projeto.
    • O parágrafo cheio de nomes é para mostrar que o Brasil moderno estava na cabeça daquelas pessoas, pessoas em épocas e atuações diferentes = O Brasil é uma ideia
    • O pensamento em relação ao pensado não dá origem ao pensamento[não estou entendendo]
      • A realidade é o que existe; as ideias deveriam expressar a realidade, logo as ideias não exprimem o real, elas fundam o real = não dá para ter posicionamento
        • O que é o povo? Ele está na realidade, mas ele não está na realidade é apenas pensado [escravos, homens brancos livres e pobres]. As gentes não são o povo, eles são a matéria prima pensada para ser o povo.
        • Pensa uma identidade em termos humanos [eu quero um país só de gente negra?]. Constrói-se uma identidade simbólica [racial e …]. Ou seja, a matéria prima não era boa [queriam branquear o Brasil]. O protagonista era o pensamento, não o pensado. O pensamento está sobre o real. Esse é um jeito de formar o Brasil.
  • O pensamento se nutre do contexto. O marco de referência do pensamento é para fora [elites estrangeiras] e não do nosso lugar; também pensam fora do tempo.
  • O burguês é o ator da modernidade[como pensar o Brasil minha lindinha?]
    • Através do indivíduo que se move por interesse, interesse de utilidade [acho que é Marx]
    • A gente não partilha nada, por traz das aparências civilizadas, da polidez, existe o caráter vil da minha ação, só pensamos em nós mesmos = civilizada. Por isso a modernidade é uma situação de conflito. Não há projeto coletivo. A contradição é o motor da história [LER O HOBSBAW]
    • O Brasil moderno se realiza na modernização e não na modernidade.
      • Caminhos:
        • História que diz respeito aos homens que romperam com o pensamento anterior [idade média, escatologia = discursos das coisas finais]
        • [segundo o professor foi necessário Lutero para sei lá o que…]
        • A nação é o tema fundante do pensamento moderno, mas o povo pensado tem uma categoria estamental que vale menos do que gente, que não tem ideia de nação, não foram eles que geraram a ideia de nação, o projeto de nação busca o modelo de nação no exterior.
          • Mas não pode conceder os valores que fundaram as nações exteriores [liberdade e igualdade por exemplo – a nação naquele lugar tinha sido fundada por aquele povo, diferentemente de nós]
            • Por isso não é a modernidade e sim a modernização, pois não havia condições históricas para a modernidade.
              • A modernização é uma via de acesso à modernidade. [será o capitalismo tardio?]
              • A modernidade é feita de baixo para cima – através dos homens
              • A modernização é feita pelo Estado, o contrário.
                • O final do projeto é construir a nação
                • Não dá para pensar o impensável: não haveria nenhuma referência sobre o pensado real; a ‘solução’ foi reproduzir o exterior, ter as conquistas modernas importadas = então é apenas um projeto.
                  • Construir uma nação sem as gentes é uma contradição
                  • O discurso moderno sobre o poder = todo poder gera resistência; é isso que explica a tensão social e eu acho que penso isso foi Maquiavel
                    • 1ª máxima: os grandes querem dominar
                    • 2ª máxima: os pequenos não querem ser dominados
                      • Uma contradição que não se resolve
                      • O poder é resultado da prática da política, política uma … com regras próprias para alcançar o poder e mantê-lo [procurar melhorar isso porque ficou uma merda]
                      • Acabou de aparecer um homem artificial que é o Estado [eu acho], é ele que comanda a nação que não quer ser comandada por ele, porque não se conhece em sua figura.
                      • A nossa nação é uma comunidade política? Na verdade é uma comunidade política singular = ‘governo do povo’, estamos assumindo uma evidência = a política não está formada é preciso unificá-la no âmbito da ideia e do discurso, uma nação em uma nação política, se não for assim o Estado legisla sobre as nuvens [sei lá], isso porque ele é uma pessoa jurídica, que não tem suporte humano, portanto não tem legitimidade, logo entra o arbítrio e a força, o poder se impõe pelo arbítrio, é um poder vertical que empurra os homens, o Estado busca uma nação para se assentar sobre ela.
                        • O mundo moderno não está centrado no Estado nação = o Brasil quer fazer isso, mas ninguém mais faz– Puta que Pariu… que confusão da porra.
                          • Vivemos marcados por um triplo templo: passado colonial, modernidade nacional em construção e a pós-modernidade transnacional.
                            • Estamos perseguindo o mundo
                            • É um projeto de modernização infindável
                              • O pensamento persegue o pensado de outros povos.
            • Nosso movimento vem de fora, não é nosso, portanto fica inconcluso, pois há resistência do ‘povo’ a um poder e a um modelo externo.
              • Espera-se que o povo se amolde às diretrizes do Estado com modelos importados
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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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