Notas de Política: A Origem dos Partido, Duverger

DUVERGER, Maurice. Os partidos políticos. Rio de Janeiro. Ed. Guanabara, 1987. (Apresentação do autor e a Introdução, páginas 13-71).

Publicação: 1951; é o livro mais importante quando se trata de partidos políticos – ele está na lista de vários mestrados – é um clássico [mais do que o Sartori].

  • Os partidos são uma realidade do sec XX, especialmente após a 2ª guerra.
  • Este livro inspirou todos os autores que escreveram sobre partidos políticos.
  • Não existe uma teoria geral dos partidos, mas ela precisa ser criada, para que possamos estuda-los. E como estuda-los? A partir dos estudos empíricos.
    • Porém os estudos existentes são voltados para a realidade americana, portanto continuamos sem uma teoria Geral sobre partidos, as particularidades históricas e regionais são importantes para o estudo dos partidos.
  • Do métodoele chega ao instrumento principal de seu trabalho [Para criar uma teoria geral dos partidos é preciso um método]
    • O pensamento liberal sempre tomou o partido político através da Ideologia [uma alça de acesso] – ele não concorda
      • Ele não concorda com os marxistas, que seria um partido de classe.
    • Para ele o que define o partido político é a organização.
    • Uma divisão segundo a ideologia seria: esquerda, centro e direita [ele acha que isso não é produtivo] – para ele é a organização que define, é o seu tamanho, diretórios, dinheiro/recursos.
      • A organização define tudo, até a ideologia.
        • A estrutura seria a ‘mesma’ independente de o partido ser de direita, centro ou esquerda.
        • Se a organização for muito poderosa [a máquina] é possível uma partido  de esquerda ser um partido de direita [PT por exemplo].
        • Todo partido grande é centro direita ou direita, esquerda, não. E nem sempre os partidos pequenos são de esquerda.
        • Composição Social do partido [tem tudo a ver com as pessoas que compõe o partido]: Filiados
        • Classe/Segmentos sociais: Apoio eleitoral [o apoio é muito maior do que os filiados]
        • Composição da máquina: todo mundo que Trabalha no partido, e quem é parlamentar.
        • Composição das direções: os ‘capas pretas’

Nota rodapé [p 15, 16] os partidos atuam conforme o tamanho da máquina.

  • A ‘máquina’ do partido aumenta: mais funcionários, mais sedes, mais móveis, mais tudo… demandaria assim uma ‘administração’.
  • Qual a origem dos partidos: os grupos parlamentares e os comitês eleitorais [p 20 1º parágrafo]
  • Comitês eleitorais: quando o sufrágio começou a se expandir, quem estava interessado em ser votado, teve que ampliar o seu raio regional de atuação, quem e onde estariam os votantes?
    • A trajetória rumo ao sufrágio universal à 1ª vista é ascendente, mas, mais de perto há oscilações [houve critérios que excluíam determinadas pessoas – mulheres, analfabetos, negros, etc]

[p 20 último parágrafo]

  • 1º começa a conviver e constrói-se pontos em comuns.
    • Começaram a se reunir por interesses locais e por serem da mesma região, com o tempo perceberam que tinham interesses de nível nacional = a questão regional.
    • A corrupção também pode formar grupos parlamentares
    • Outro fator que criou partidos foi a defesa corporativa: interesses corporativos de salários, vale refeição, melhores condições de trabalho = defesa profissional.

 [p 24 2º parágrafo] os comitês podem ser inciativa do candidato ou de seus amigos.

[o autor dá extrema importância à origem dos partidos, a origem está presente em toda história do partido [?] – no partido trabalhista inglês sempre foi mandado pela central sindical, pois este nasceu primeiro]

  • Uma boa parte da origem do partido não está em lugar algum, talvez na cabeça de alguns de seus primeiros militantes.
    • Não foi por conta da ideologia, por vezes, por conta da corrupção, província, interesses corporativos ou profissionais.
    • O autor trabalha com dados palpáveis

[aumento de pessoas aptas a votar – por razões políticas – havia uma pressão para o aumento do colégio eleitoral [não havia ainda a ideia de sufrágio universal] [isso é na Inglaterra – século XIX]]

  • Grupos parlamentares e comitês = origem dos partidos [texto – P 20]
  • O autor explica tudo pela organização [ideologia tem peso 0para ele]
    • Quem analisa pela ideologia é o Liberalismo [Hume fala que no início tinha ideologia, mas depois isso se perde]
  • A organização do partido é a sua marca de origem para sempre.
  • Partidos de origem externa:
    • Religiões // sindicatos // empresas
  • A política está muito marcada pelos partidos[então eles são de fato muito importantes]
    • A atividade eleitoral é o que dá o tom à política.
  • Para ele o sucesso do comunismo não teria sido a indignação, mas sim a organização.
  • A instância máxima do partido: congresso do partido.
  • Centralismo democrático: é democrático porque segue as características da democracia, mas sei lá… isso é o pensamento de Lenin [sei que se cumpre o que a maioria quis]
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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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