Prefácio ao anti-Édipo

Fichamento: FOUCAULT, Michel. Prefácio ao anti-Édipo. (Introdução a uma vida não fascista). In Ditos e Escritos VI, RJ: Forense Universitária: 2010.

Haveria, durante o período de 1945 a 1965, condições para a aceitação de uma verdade escrita, tais condições estavam vinculadas à ética do intelectual, a uma forma correta de pensar e ao estilo correto do discurso. A proposta do anti-Édipo é a de ir além das fronteiras dessa forma de pensar, no entanto sem promessas de abarcar todos os pensamentos, fechar questões e proclamar uma verdade a ser aceita, a obra deve ser entendida como uma arte abstrata, múltipla e ramificada, confrontando três adversários: 1º os astecas políticos, os militantes carrancudos, os terroristas da teoria; 2º os lamentáveis técnicos do desejo; e 3º, o mais importante, o fascismo, “aquele que nos faz amar o poder, desejar essa coisa que nos domina e nos explora”.

Foucault sugere que para que esse fascismo deixe de habitar o nosso ser, seria necessário um manual para a vida cotidiana, que teria em si a liberação da ação política de seu objetivo totalizante, o crescimento do pensamento, a quebra das categorias do negativo como limite e castração, de modo que o anti-Édipo procura fazer pensar, cercar todas as formas de fascismo, mesmo as menores, aquelas que nos viciam veladamente e tiranizam nossas vidas.

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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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