Notas: Sociologia Urbana – Cidade e Modernidade, Octavio Ianni. O Pós-Modernismo na Cidade, David Harvey

  • O debate de hoje é referente à modernidade e pós-modernidade no âmbito da cidade.
    • Havey: defende a pós-modernidade
    • Iannni: não defende, mas entende a pós-modernidade como um debate importante para compreender a cidade. Há uma possibilidade de ampliar o debate dentro da perspectiva dos conceitos de modernidade e pó-modernidade.
  • Polêmica entre os conceitos da aula. Análise dos períodos:
    • Antiguidade
      • Pensamento luminoso [razão]
      • Marco de passagem: queda de Constantinopla.
    • Idade média: faz a intermediação entre os períodos
      • Condicionado pelo pensamento teológico [cristão]
      • Visto pelos renascentistas como a idade das trevas
    • Renascença e a Idade Moderna [esta é a transição que pauta a aula, pois teria um caráter de intensa transformação]
      • Marco de passagem: início das cidades modernas = burgos [princípio do desenvolvimento do Capital a partir do comércio; acumulação primitiva]
      • Humanismo
      • Rénascita [era utilizada no lugar de renascimento] não é uma criação, mas o ressurgimento do que estava na antiguidade e fora abafado pela Idade Média. O símbolo era a Fênix = ressurgir das cinzas.
      • Modelo pautado pela racionalidade conceituada e divida pelos renascentistas [recuperação da racionalidade a partir de técnicas – racionalidade técnica que possibilitará o Capital].
    • Idade contemporânea [na sociologia não é a pós-modernidade, esta seria a partir do século XX; assim este debate está em aberto; a modernidade é apresentada como um paradigma/modelo; há quem diga que existe a pós-modernidade e outros não]
      • Marco de passagem: ferrovias, revoluções burguesas
  • Para Harvey há a pós-modernidade, pois teria havido transformações consideráveis de consequências estruturais, e na compreensão do espaço e tempo:
    • Meios de transporte
    • Meios de comunicação
    • Urbano [este aspecto é o objeto do autor]

[Tais transformações abre novos debates, como o virtual]

  • Arquitetura Moderna X Arquitetura Pós-moderna
    • Marco de transição: destruição do conjunto habitacional […]; há a morte da arquitetura moderna; a pós-modernidade propõe designs limpos e claros.
    • A cidade é pensada sob o prisma da organização autoritária do cotidiano [carta de Atenas]
      • É o arquiteto quem vai dizer o que serve para o quê [lembrar que a arquiteta lá de casa, dava nomes aos ambientes]
        • Habermas vê isso como a estetização do cotidiano/vida [sei lá… acho que não entendi]; não haveria apenas a questão de função do ambiente, entra aqui a estética [design]; a arquitetura é a que mais materializa o projeto iluminista [acho que não estou entendendo]

[Niemeyer teria projetado as kits do Copam sem lavanderia para que as pessoas interagissem em um espaço comum]

[Em Brasília, ao contrário, não há esquinas que tem em si o lugar do encontro – é a realização da carta de Atenas [racionalidade presente na Antiguidade, seguida pelos arquitetos modernos]

[os modernistas não teriam respeitado a escolha pessoal, quando procuraram trazer funções para os seus projetos; a arquitetura modernista é vista como fria – pensar em Brasília; pensar em jardins sobre as casas que causam prejuízos aos moradores, assim, a proposta modernista dá lugar a prática cotidiana; o projeto estético não se sustenta por conta da escolha individual; assim os anseios vem antes da arquitetura; importante: tudo isso foi proporcionado pela tecnologia existente]

[não estou entendendo porra nenhuma – tenho que ler o texto]

  • Arquitetura pós-moderna:
    • Recuperação do pastiche a fim de ampliar a oferta, uma vez que a demanda também aumentou [impulsão do Capital].
    • A estética não é mais a norteadora dos projetos de arquitetura; o que norteia é a dinâmica dos indivíduos [sei lá]; não é revolução, é o atendimento ao crescimento do capital.
    • Preservação e memória do passado [constrói-se prédios, mantendo a fachada anterior – lembrar da praça das artes no Centro]
      • A TÉCNICA É FUNDAMENTAL PARA AS TRANSFORMAÇÕES, A TÉCNICA POSSIBILITA OS MARCOS DE TRANSIÇÃO.
    • Sensação de fragmento, fluidez, efêmero.

Otavio Ianni:

  • Gradação na cidade: tipos de metrópole – regional, nacional, global.
    • Através de um ranking das metrópoles globais é possível traçar uma tendência mundial, as relações e o sistema capitalista.
    • Ranking das metrópoles globais:
      • Categorias de Cidades [o professor falou de uma lista muito interessante – GAWC]:
        • Alfa++; Alfa+, Alfa, Alfa-: Londres, New York, Hong Kong [estas estão em Alfa++]
        • Beta+, Beta, Beta-
        • Gama+, Gama, Gama-
          • Quem não se integra nestes critérios não se considera uma cidade global
        • Critérios de hierarquização:
  1. Influência planetária
  2. Mínimo de 1 milhão de habitantes
  3. Aeroporto internacional de grande porte
  4. Sistema de transporte avançado
  5. Sede de grandes multinacionais
  6. Bolsa de Valores com influência mundial
  7. Presença de instituições financeiras de grande porte
  8. Infraestrutura avançada de telecomunicações
  9. Presença de grandes instituições de arte [este critério é importante, pois mostra que a cultura é mais importante do que a economia]

[Conurbação: uma cidade colando na outra [sem fronteira], com o crescimento elas meio que se juntam [não há espaço agrícola entre as cidades: São Paulo/Osasco]]

  • Quando duas cidades globais têm esse processo, chama-se megalópole, assim São Paulo não é.
  • Essa classificação para Ianni não é o debate se há ou não modernidade ou pós-modernidade, a questão é se as cidades têm condições de exercer uma ou outra [ver no texto, pois parece muito interessante, há vários quesitos]
    • Isso tudo influencia a produção sociológica [os autores analisam as relações da cidade para desenvolverem suas teorias, vide Benjamim; há uma atividade social que emana da sociedade, para Ianni é isso o que importa]
    • Questões da modernidade ainda são vivenciadas na pós-modernidade e o contrário é verdadeiro [ver os itens que devem estar no texto]. Para Ianni os conceitos modernidade e pós-modernidade servem como modelos ideais para a construção de teorias, portanto o debate continua em aberto, uma possibilidade de fechamento do debate seria um novo marco e para tanto é preciso distanciamento, logo uma questão temporal.
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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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