Notas: Sociologia Urbana – Estrutura Urbana e Ecologia Humana, Mário A. Eufrasio

  • Estudos de comunidade – Ecologia Humana. Resposta ao pragmatismo da época. A sociologia contemporânea é devedora destes pensamentos (Escola de Chicago – 1920 – nova forma para a sociologia – toma corpo de ciência).
  • O texto complementar [Park = ver se tenho o texto, pois ele apresenta uma metodologia de trabalho, com perguntas de pesquisa e respectivos problemas de pesquisa] trata de uma proposta metodológica para pensar a cidade, a partir de um ponto de vista subjetivo sem perder de vista a sua materialidade.
    • Pensar a cidade e suscitar uma qualificação do olhar sociológico sobre a ela.
    • Apresentar o elemento espacial como importante para analisar as relações sociais.

INDIVÍDUO <-> SOCIEDADE

  • Até então a sociedade vinha antes, onde o individuo se adaptaria às regras dadas, nesta nova leitura não é bem assim. O questionamento é: se a sociedade vem antes do indivíduo ela é concreta? Se for ela funciona a partir de quais intencionalidades? Assim, é possível pensar a cidade sem ser um coletivo de indivíduos? Se for, o indivíduo vem antes. Cabe avaliar se a sociedade é feita de indivíduos e se estes são dotados de perspectivas, estas representam interpretações que são simbólicas (avaliação do real), sendo o indivíduo dotado de intelecto a sociedade se modifica, se fosse o contrário a sociedade deverei ser estanque.
  • A convivência das diversas perspectivas pode ser chamada de cultura e traz mobilidade e essa tese é o elemento central da Escola de Chicago.  Temos um binômio de interação simbólica que se desenvolve dentro de um espaço que é o espaço da cidade: Tríade = indivíduos adotam novas perspectivas à medida que há uma mobilidade da cidade. Entendendo que mobilidade significa qualquer tipo de mudança.
  • O espaço da cidade apresenta uma técnica que estabelece temporalidades diferentes e assim perspectivas e interpretações = um contexto de interação social. A presença da técnica proporciona perspectivas sempre inovadoras. Compreender a cidade para compreender a sociologia como um todo. Três elementos: Indivíduo, Sociedade e Cidade, o que surge daqui é a luta pela vida.
  • “Atitudes que não dialogam com o espaço gerariam a delinquência: essa é a ‘conclusão’ da Escola de Chicago que procurou entender a violência da cidade de Chicago na época do seu estudo”. A hipótese: há uma cultura desenvolvida na Itália e quando chegam aos EUA eles impõe uma violência que não existia lá, seus descendentes passam a praticar crimes adaptados à cultura estadunidense [muda o padrão de delinquência]. Seriam deslocamentos e são estes os estudados pela Ecologia Humana.

Estratégias de sobrevivência [o contrário da morte social]:

  • Competição
  • Conflito
  • Assimilação
  • Acomodação

[estes são conceitos operativos para analisar os fenômenos]

  • Luta pela vida = adaptação ao habitat. Assim, a competição é o conceito mais importante [a competição nem sempre é percebida].
  • Os homens se adaptam às contingências [este é um pensamento político]

[só quebramos as regras quando estamos seguros de nossa posição social]

[a função do Estado é a manutenção da ordem, a cidade é pensada neste sentido; o bem comum aristotélico não se efetiva, pois as perspectivas sobre o bem comum são diferentes]

[a burocracia é uma estratégia de controle: tese Weberiana]

Argumentos metodológicos apresentados pelo autor Eufrasio

  • Processos de interação ‘coordenados’ pelo espaço.
  • A competição é a categoria mais abrangente da interação social. Os elementos conflito, assimilação e acomodação complicariam a competição [?]
  • Fazer uma leitura do real como forma de ciência, porém sem propor uma verdade absoluta, onde o fim não importa, é o meio, o processo.
  • A sociologia voltada para o real, pois ele tem elementos condicionantes para a leitura de si mesmo. Não se busca conceitos teóricos a serem aplicados de forma vertical.
  • Há padrões na Escola de Chicago, porem são oriundos dessa lógica, ou seja, da análise do real, aqui o espaço é utilizado para formar alguns padrões e uma vez que o espaço não é estanque, não há verdades. Não se tem uma teoria, têm-se modelos que condicionam o olhar [tempo e espaços nunca está dissociados, essa dinâmica proporciona novos cotidianos].
  • Todas as grandes teorias sociais tem a cidade como o palco da história.
  • A Escola de Chicago oferece ao Estado dados para a elaboração de políticas públicas mais eficazes.
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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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