Notas: Sociologia Urbana – A Questão Urbana, Manuel Castells

  • Ponto de vista marxista sobre a sociologia urbana
  • Abordagem sobre a globalização
  • Aqui é produzida uma avaliação do processo da cidade dentro do debate sobre a globalização.
  • Debate sobre movimentos sociais dentro da sociologia urbana
  • É utilizada a teoria de dependência [crédito à FHC]
  • Luta de classes dentro da cidade: olhar sobre a linha histórica; a cidade é o palco da luta de classes e também o embrião da superação do capital.
  • Castells não tem uma visão determinista assim como Marx, ele analisa alguns elementos constitutivos da obra de Marx [concepção de alienação, a questão da propriedade, etc], assim não há um compromisso com os fins determinado por Marx, a questão de Castells é o processo. Ele está preocupado com a tensão que movimenta a história tendo como elemento central a cidade.
  • Ele é o primeiro autor a teorizar dentro da sociologia a internet, como um fato social a ser estudado [livro: A sociedade em Rede]
    • Império [livro]: seu fim pressupõe a ‘criação’ do Estado-Nação.
      • Na política clássica: UNO à governante [decisão do Estado; um governo que se impõe de maneira Una e está limitado a um território e a uma população. Hoje não há mais esse cenário, a ideia é de multiplicidade, não seria mais um estado-nação que dominaria [os EUA]. O império é a multiplicidade [uma somatória de forças que influenciam a tomada de decisões, isso seria a materialização da sociedade de controle, e nesta sociedade quem é que governa o mundo?]. A soberania não existiria mais esse pensamento já estava em Marx, esse domínio seria exercido pela burguesia.
      • Como pensar a democracia em uma sociedade de controle? A população também não pode ser única, nela haverá também a multiplicidade = A multidão.
    • Multidão [livro]: como canalizar as forças politicas latentes dessa multidão. Com a presença da internet há a possibilidade da organização da multidão que pode ser uma resistência ao império se organizando em rede [em um governo imperialista a resistência só é possível através da guerra]. É preciso que a comunicação da população passe por um canal sem intermediadores [internet].
    • Castells se localiza neste debate quanto à internet. O império ainda é muito poderoso, mas a multidão está em movimentação.
  • A cidade é fruto de um estágio tecnológico, e a maneira como ela se organiza proporcionará resistência [a internet pode ser um instrumento para tanto] 

Immanuel Wallerstein argumento para o fim do capitalismo.

  • Oscilações [curvas] do capitalismo; há fatos históricos que apresentam o ritmo do crescimento e decrescimento do capitalismo.
  • Argumentos: estamos em um momento de crise que começa em 2008. O argumento gira em torno da cidade, esta oferece um custo ao capital; haveria uma imagem fictícia de que a cidade potencializa o capital e a indústria potencializa a cidade.
    • O custo da cidade segue uma linha que só cresce, esta linha anda junto com a curva do capitalismo; quem concentra riqueza é o Estado a partir dos tributos que em parte custearão os custos sociais (o custo da sociedade é crescente) [isso é muito interessante].
      • Com isso não haveria condições de manter o capitalismo, portanto acabaria [?]
        • Acho que o professor concorda com isso [isso foi pauta da reunião de Davos].
  • A lógica da dependência: tem uma relação com a cidade = só existe o rico, porque existe o pobre. Esta lógica da dependência é a lógica da cidade [dependência assimétrica].
    • É dentro do processo de urbanização que se desenha essa relação de dependência assimétrica.
  • A relação de dependência está condicionada pelo contexto: o Brasil comprou caças da França com a condição de que a tecnológica fosse ensinada [a França estava fudida, portanto aceitou]
    • A lógica seria diminuir a dependência: essa foi a base do governo de Lula. A diminuição dessa relação gera resistência, portanto poder.
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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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