Notas: Sociologia Urbana – Carne e Pedra, Richard Sennet

  • Análise do aspecto subjetivo da cidade [qualquer coisa].
  • Cada um dos autores faz um recorte quanto a essa subjetividade. Certau tem a questão do descolamento dos indivíduos na cidade, são desenvolvidas técnicas e a atribuição de sentidos à cidade. Ao transitar pela cidade permite um certo grau de interação entre os indivíduos e o espaço. Fatos simbólicos para Certau: se tem uma consideração do espaço que ganha sentido a partir da presença dos indivíduos, a perspectiva de Sennet não é muito diferente disse –> os corpos vão dando forma ao espaço que vai tomando sintonia de acordo com determinado tipo de cultura. O autor percorre pontos da civilização, saindo de Atenas que tem um certo tipo de organização que só era daquela forma porque havia um tipo de relação social; vai até outra organização, a multicultural, com um outro tipo de gente.
    • A relação dos indivíduos e o espaço abriga que estas relações, é o que os autores desta fase do curso abordam

 

Relação da interação com o espaço físico da cidade, que determina a existência social:

  • Sennet escreve este livro com Foucault [uma análise biopolítica da cidade: era intenção de Foucault, mas ele morreu antes de terminar o livro]
    • Hannah Arendt: a vida humana aparecia como:
      • Bios (formas de viver; regras para a vida)
      • Zoé (a vida animal – vida biológica) = são faces de uma única moeda [dois lados inseparáveis]
      • O homem tem:
        • O trabalho –> homo faber –> produtos de durabilidade – relacionado à Bios [vida política/vida do espírito]
        • O labor –> animal laborans –> produtos que vão desaparecer – relacionado à Zoé – relacionado a atividades individuais.
        • A ação –> homo politikós –> ação política  [vida política/vida do espírito]
        • Os homens são providos de bios e zoé e agem no mundo através das atividades acima.
        • A vida do espírito está diretamente relacionado à bios –> forma de viver –> requisita um pensamento cívico –> é a partir das formas de viver que gera a coletivo [?]
        • Zoe à mundo do trabalho à a partir do capitalismo gera as ações individuais, isso o que era periférico na Grécia passa a ser central no capitalismo = falta de cultura cívica/cultura política.
          • Insulamento do indivíduo, com projetos próprios, com atitudes blasé etc., não são ações para a coletividade [processo da modernidade – homo labor sobre o homo politikós]
        • À medida que há o desenvolvimento técnico afinado com o desenvolvimento do capital, há o desenvolvimento da cidade; aqui é preciso controlar a população que vive no mesmo espaço que pode representar um problema político para o Estado à busca do controle a partir da sociedade disciplinar e depois  a passagem para uma sociedade do controle = O CENÁRIO DO TEXTO DE SENNETT.

Manter os indivíduos controlados para a manutenção do capitalismo

  • Falta de pensamento cívico
    • Biopolíticas aplicados aos indivíduos que produzem e consomem [mercadorias descartáveis] = A BIOPOLITICA VALORIZA A ZOÉ.
      • Bio = aqui ela é a Zoé [a biopolítica produz a vida animal]
        • A sociedade do controle produz a vida, mas é a vida de caráter descartável –> a própria vida tem uma função dentro do sistema, não é central.
    • Vida nua: bios e zoé seriam inseparáveis, seriam dois lados de uma mesma moeda; aqui poderia se tirar um lado da moeda, tirar a bios da zoé é a vida nua, é como se a política fosse a roupa, se tira a roupa sobra a zoé, porém esta roupa pode ser devolvida [TaQueParéo… que zona!]

[todos os filósofos políticos modernos colocam o povo como um importante elemento para a democracia e para a divisão dos poderes – a participação do povo é central]

  • Um espaço que não proporciona o convívio/encontro enfraquece o pensamento cívico.
    • Em Atenas o cidadão vivia em função da cidade e na modernidade há o afastamento, cada indivíduo cuida da sua própria vida, assim a consequência é a ausência de cultura política, daí o discurso de que a política é uma merda.
    • Nesta sociedade o máximo que temos é a tolerância e isso é totalmente esvaziado de vínculos e relações sociais.
    • O espaço que será pensado pela arquitetura moderna é controlar o cotidiano dos indivíduos [a partir do século XX] – o espaço condicionaria o cotidiano e isso foi pensado com a melhor das intenções; cidades funcionais [como era em Atenas] formariam uma sociedade cívica.
      • Só não foi levado em consideração o universo simbólico dos indivíduos, as suas vontades, as suas possibilidades de resistência.
  • O modo de pensar, o seu modelo surge condicionado pelo espaço. Descartes está no momento do acúmulo do capital, do iluminismo que reivindica um modo de viver, de pensar e quem muda isso é Locke, que dá utilidade política para os cálculo da liberdade [socorro! Não estou entendendo nada]
    • Não haveria a liberdade absoluta, apenas na Zoé onde não há regramento [sem lei, sem respeito à ‘liberdade’ do outro]

[vou embora \o/]

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Sobre Alê Almeida

Alessandra Felix de Almeida
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