Florestan Fernandes e notas sobre o início da Sociologia Brasileira

por Alê Almeida

A obra “A Sociologia numa era de Revolução Social”, publicada em 1963, nos auxilia a tatear o pensamento de Florestan Fernandes quanto à sociologia e seu objeto por excelência: a sociedade. A utilização da palavra revolução aponta para a emergência de uma nova sociedade e assim, também a emergência de novas formas de interpreta-la, aqui a Sociologia. É neste sentido que Florestan Fernandes inaugura a Sociologia brasileira, rompendo com o tom ensaístico que a precedeu, dando-lhe rigores metodológicos e assim, atribuindo-lhe caráter de ciência.

Florestan Fernandes (1963) apresenta como uma das principais características de transformação, pela qual passavam os países subdesenvolvidos, o despertar para o Progresso, sendo que este, para que fosse realizado, carecia da superação de “todas as barreiras que os mantinham em estado de estagnação econômica, de atraso cultural e de dependência política” (FERNANDES, 1963: 300). Seus estudos dialogam continuamente, de maneira aberta e crítica, “com os principais sociólogos, ou cientistas sociais, que apresentam alguma contribuição para a pesquisa e a interpretação da realidade social” (IANNI, 1996: 30), entre eles Marx, Weber, Mannheim, sendo Mannheim[1] o mais expressivo (Ibid.) e ainda procurou percorrer a formação e o desenvolvimento nacional, desde a constituição da população (indígenas, portugueses, escravos africanos, imigrantes europeus, árabes e asiáticos) até o tipo de sistema social que os abrigou (colonialismo, imperialismo, república) e é nesta relação, população e sistema, que não seria possível alcançar o Progresso almejado, o autor nos alerta “não é fácil para o homem ‘sair da própria pele’ de um momento para o outro” (FERNANDES, 1963: 301), ou seja, a herança cultural e social do Brasil era (ou é) por si só o principal entrave para o Progresso, para o desenvolvimento econômico e social característico dos centros capitalistas e é aqui que se funda a temática de nosso autor: o subdesenvolvimento nacional. Neste sentido, o autor buscou interpretar as condições e possibilidades para as transformações sociais possíveis no Brasil de modo a realizar o capitalismo nacional (IANNI, 1996: 26), deste modo Florestan  Fernandes  (1996) “é o fundador  da sociologia crítica no Brasil […] toda a sua produção intelectual está impregnada de um estilo de reflexão que questiona a realidade social e o pensamento […] o real e o pensado” (Ibid.). A produção de Fernandes (1996) fornece “uma contribuição básica para a teoria sociológica: retira e desenvolve o conteúdo crítico da sociologia clássica e moderna”, segundo Ianni (1996) “foram as próprias condições sociais, nas quais emergiram as ciências sociais, que as levaram a defrontar  as diversidades, desigualdades  e antagonismos” (IANNI, 1996: 27) e é Florestan Fernandes que traduz estas condições em pesquisas sociológicas a fim de interpretar o Brasil e o seu posicionamento na cena do desenvolvimento mundial.

Em 1954, Florestan Fernandes assumiu a cadeira de Sociologia nº 1 na Universidade de São Paulo, deste modo podemos dizer que é na década de 50 que se constrói a “Escola Paulista de Sociologia” coordenada por Fernandes e composta por seus assistentes, entre eles, Octávio Ianni e Fernando Henrique Cardoso. “Foi um período em que uma intelectualidade de novo corte, posto que especializada, mobilizou suas ideias no sentido de construir projetos de Brasil […] se acreditou no poder das ideias e na força da intelectualidade em produzir as mudanças tão esperadas” (ARRUDA, 2010: 15). Em 1962, a partir de financiamento público e privado, foi criado Centro de Sociologia Industrial e do Trabalho (Cesit) (ARRUDA, 2010: 19) sintetizando o pensamento e a expressão da Escola Paulista de Sociologia. “Durante os nove anos de existência do Cesit, trabalhos de relevo foram produzidos a partir das pesquisas implementadas e dos amplos levantamentos que visavam conhecer de modo sistemático e rigoroso os rumos da modernização brasileira e da particularidade da ‘civilização industrial no Brasil’” (Ibid.). Temos aqui o posicionamento definitivo dos sociólogos paulistas “no debate sobre o desenvolvimento do país, incorporando-se ao coro dos cientistas sociais vocalizadores de projetos voltados ao desenvolvimento nacional” (Ibid.). Deste modo, a Escola Paulista de Sociologia teve como temática principal a institucionalização das Ciências Sociais, tomando como objeto geral o problema do subdesenvolvimento e como objeto específico o entendimento da “formação da ordem competitiva e os entraves para sua realização; logo uma sociologia que se debruça sobre o tema do desenvolvimento” (SILVINO, 2013).

Em 1960 Florestan Fernandes reúne dezesseis estudos relacionados à formação da sociedade brasileira e aos “aspectos das transformações que a estrutura dessa sociedade vem sofrendo, em época atual ou em passado mais ou menos próximo” (PEREIRA, 1978: 213), estes estudos compõem a obra “Mudanças Sociais no Brasil” que focaliza suas análises na metrópole paulistana, este foco deve-se à complexidade da cidade de São Paulo, nela é possível estabelecer amplas e diversificadas conexões relativas à cultura, à política e à economia, deste modo, foi possível realizar uma análise sociológica da evolução social do país, tendo como objeto a cidade de São Paulo, ou seja, aqui temos um modelo ideal e a construção de uma metodologia de análise, um instrumento caro ao nosso autor, pois é a partir dele que se funda a sociologia como ciência. Seus estudos partem de uma perspectiva histórica, sua análise reconstrói esta perspectiva e esta reconstrução resulta em uma perspectiva histórico-sociológica (PEREIRA, 1978: 216), “do ângulo da teoria, formulam pistas promissoras de investigação sociológica, visto que Florestan Fernandes neles pôs ênfase nos aspectos propriamente sociais da realidade” (PEREIRA: 1978: 215). Esta sociologia possui um padrão interativo, sendo assim, a neutralidade do sociólogo não seria possível, mesmo porque uma das principais características da sociologia do nosso autor é a crítica, ela, a sociologia, no caso especial do subdesenvolvimento, “estaria dentre os recursos a utilizar-se para a promoção racional do sistema urbano-industrial autonômico na sociedade brasileira; uma técnica social racional, no sentido de diagnóstico das situações e de interferência deliberada na sociedade” (PEREIRA, 1978: 216).

Segundo Pereira (1978), Florestan “assume o papel de sociólogo engagé[2]” (PEREIRA, 1978: 214) e este posicionamento engajado, ou seja, crítico e atuante, transborda para a nação brasileira que também deve ser engajada, nos termos de Florestan, para o alcance do desenvolvimento nacional. Este engajamento da nação é reforçado no capítulo “Economia e sociedade no Brasil: análise sociológica do subdesenvolvimento”, da obra “A Sociologia numa era de Revolução Social” (1963), aqui Florestan observa a necessidade do cumprimento dos deveres cívicos que cabe a todos os brasileiros (FERNANDES, 1963: 325), entendemos o cumprimento destes deveres como uma forma de engajamento.

Para Florestan (1963)

Se soubermos “como” e “porque” a nossa concepção do mundo, a nossa herança social e o nosso estilo de vida tem contribuído para reduzir a nossa capacidade de tirar proveito sistemático das inovações, consumadas em algumas comunidades e realizáveis em outras, é provável que consigamos redefinir a estratégia que observamos até agora [quanto às medidas tomadas no Brasil quanto ao desenvolvimento]. Ninguém negaria que ela foi parcialmente frutífera. Basta que se atente para o que se conquistou, em condições tão adversas, para se verificar que ela nos colocou na rota certa. Entretanto aquela estratégia comporta aperfeiçoamentos essenciais, boa parte deles percebidos pelos homens de ação ou apontados pelos economistas. Cabe a todos os brasileiros, cônscios de seus deveres cívicos, empenharem-se no sentido de que eles sejam executados com a rapidez e a eficácia possíveis. Os sociólogos compartilham dessa obrigação fundamental e podem corresponder a ela, contribuindo para esclarecer de alguma forma “como se passam as coisas” (FERNANDES, 1963: 325).

Nesta obra, “A Sociologia numa era de Revolução Social” (1963), Florestan nos chama a atenção para a importância e a função das Ciências Sociais nos países subdesenvolvidos, segundo o autor, nosso interesse deveria ser prático e específico, concentrando-se nos problemas que nos atingem e as respectivas análises deveriam aproveitar as perspectivas abertas “pelos projetos nacionais de desenvolvimento econômico, político e social” deixando a observação tradicional que tem se orientado pela “observação e análise de fenômenos ocorridos nos ‘países avançado’” (FERNANDES, 1963: 302). Neste sentido, o estudo que teve como objeto a cidade de São Paulo, citado por Pereira (1978), segundo Florestan (1963) teria condições de resultar em uma leitura dos aspectos centrais “do chamado ‘Brasil moderno’”, saber-se-ia “aonde chegamos e para onde vamos no processo de expansão da civilização industrial no Brasil”  (FERNANDES, 1963: 303, 304), aqui “a análise sociológica, convertida em instrumento de autoconsciência da realidade”, pois “o que importa não é ‘conhecer qualquer coisa’; mas aquilo que, nos processos de desenvolvimento em curso, possui real significação para a renovação do horizonte cultural e a solução racional dos dilemas nacionais” (FERNANDES, 1963: 309). É neste objetivo da análise sociológica que encontramos os sociólogos previstos por Florestan Fernandes, os sociólogos engajados, que “podem cooperar ativamente, como e enquanto cientistas, no debate e esclarecimento das grandes questões que ameaçam a segurança, desafiam a coragem e encobrem o futuro da própria coletividade (FERNANDES, 1963: 326). O objetivo da sociologia e das consequentes investigações sociológicas era, do ponto vista estritamente científico, fornecer resultados que efetivassem medidas políticas e orientassem as tarefas intelectuais “que pressupõe um verdadeiro ‘salto histórico’ no desenvolvimento da sociologia no Brasil, asseguram-nos a perspectiva de contribuirmos, vantajosamente, para o progresso da teoria sociológica em um campo no qual os conhecimentos teóricos possuem enorme interesse prático” (FERNANDES, 1963: 327).

* * *

No capítulo “Obstáculos Extra-econômicos à Industrialização no Brasil” contido na obra “Mudanças sociais no Brasil” a produção sociológica de Florestan Fernandes se dedica a compreender os entraves do desenvolvimento, segundo suas pesquisas, havia a necessidade de esforços para a industrialização, no entanto estes esforços deveriam ser precedidos por uma racionalidade capitalista, como por exemplo, a formação de classes e o exercício da democracia. Segundo Florestan (1974) é preciso “que se aprofunde e se sistematize a análise das condições em que se operaram o surto industrial e a expansão das indústrias básicas, com o fito de por em evidência a natureza e os efeitos dos fatores que tendem a perturbar o desenvolvimento da industrialização no Brasil” (FERNANDES, 1974: 61). O Brasil necessitaria de maturidade política para mudar o todo da sociedade, no entanto, seria preciso passar primeiro pelo capitalismo, pela sua racionalidade.

Florestan aponta que a industrialização aconteceria em todas as sociedades, no entanto a qualidade desta industrialização seria pautada pelo planejamento composto pelo conhecimento da situação, comportamento prático e grau de controle social sobre as forças econômicas. Sendo assim, o autor procura relacionar a estrutura da sociedade brasileira com o processo de desenvolvimento em curso, compreendendo as implicações no nosso desenvolvimento, ou seja, quais fatores extra-econômicos compõem os obstáculos à industrialização brasileira. As origens remotas do nosso processo de desenvolvimento se encontram na desagregação da ordem social associada ao regime de castas, ao latifúndio e ao trabalho escravo. No entanto, o desenvolvimento e a respectiva industrialização não foram impedidos, eles ocorreram aos moldes, à história e à estrutura nacionais, descolado do capitalismo central enquanto prática e colado enquanto teoria. Florestan presumiu que “o ritmo revelado pela industrialização no Brasil foi afetado, negativamente, pelas condições sociais de existência, imperantes na sociedade brasileira” (FLORESTAN, 1974: 67).

Para a interpretação dos referidos obstáculos, nosso autor, parte da análise do processo histórico-social vivido pelo empregador brasileiro, onde diagnosticou equívocos de organização e administração, que não seriam superados apenas através da expansão da indústria, essa expansão sem a racionalidade do capitalismo, resultaria em mera expansão desordenada. Segundo Florestan (1974) “as exigências novas da situação histórico-social impõem modificações que não afetam, apenas, formas isoladas de atuação ou de comportamento econômico” (FERNANDES, 1974: 62). Culturalmente não compartilhamos da lógica capitalista e é aqui que esta mudança deveria começar a operar, seria através do horizonte intelectual do empreendedor, este deveria ser compatível com a lógica capitalista, o empresário deveria descolar-se do pressuposto da acumulação, do mando e da sociedade simples presentes em sua lógica empresarial e passar a enfrentar a complexidade exigida pelo mundo capitalista. “As limitações humanas da economia industrial brasileira são quase todas redutíveis a condições ou a fatores que cercam, socialmente, as atividades econômicas” (FERNANDES, 1974: 69). Sendo assim, deveria haver mudanças na mentalidade economia do empresariado nacional, deste modo desenvolver-se-ia o pensamento capitalista e promoveríamos a industrialização a partir de técnicas de controle apropriadas.

De acordo com o posicionamento “engajado” de nosso autor, tanto do ponto de vista do cientista quanto da nação, aqui incluindo o empresário, seria necessário conhecer as condições histórico-sociais a fim de intervir na sociedade brasileira cujo fim, para este trabalho, seria o de realizar a industrialização e, portanto o capitalismo racional consciente, o ponto de partida para esse intervenção seria o conhecimento e compreensão dos obstáculos ao desenvolvimento econômico, no que tange ao comportamento do empresariado nacional, Florestan observa que os referidos obstáculos são de natureza psicossocial e sociocultural, portanto extra-econômicos e assim “interferiam e tendem a interferir, extensa e profundamente, na emergência da industrialização na sociedade brasileira” (FERNANDES, 1974: 70).

Para Florestan Fernandes (1974) são necessários elementos favoráveis à industrialização clássica, no caso do Brasil, os referidos elementos encontrariam contradições quando da tentativa de converter um “país subdesenvolvido” em uma “sociedade industrial”, pois a industrialização está vinculada a um “valor social de caráter moral” (FERNANDES, 1974: 73) o que, partindo da referência do capitalismo central, não ocorreu no Brasil. No caso de São Paulo, objeto de estudo de nosso autor, a expansão da indústria não seguiu esse processo de “valor social de caráter moral” foi antes uma intervenção governamental protecionista, deste modo, a industrialização deveria atender por outra denominação, pois aqui foi meramente artificial, devemos levar em consideração que a artificialidade da indústria é compatível com a artificialidade do empresário, este não vinculado a nenhuma espécie de desenvolvimento nacional, “industriais modernos e seus prepostos procuram tirar vantagens, lícitas ou ilícitas, de uma ideologia que se tornou socialmente inatacável” (FERNANDES, 1974: 75), ou seja, a tarefa nacional, colocar o Brasil no ritmo capitalista mundial, não encontrava condições sociais em seus próprios atores, os industriais.

Relacionando as condições histórico-sociais e a urgência do estabelecimento da industrialização no Brasil, Florestan (1974) nos aponta um desajustamento funcional, operávamos máquinas com uma lógica de comportamento rural e patrimonial, onde o trabalhador ainda carregava as marcas da escravidão, neste sentido “o trabalhador se vê potencialmente representado como uma espécie de inimigo natural da ordem pública e do progresso social” (FERNANDES, 1974: 78), o trabalhador, negligenciado em seus problemas e direitos, vincula seu trabalho ao pequeno resultado financeiro que dele provem. Temos aqui empregador e empregado totalmente desvinculados de qualquer projeto de desenvolvimento econômico e/ou social, totalmente antagônicos e praticamente inimigos, “a grande empresa, na realidade, só existe na aparência” (FERNANDES, 1974: 79), onde empregados buscam alta remuneração e empregadores procuram níveis máximos e espoliativos de lucro, traduzindo “uma incompreensão fundamental dos mecanismos dos preços em uma economia capitalista” (Ibid.).

Florestan Fernandes (1974) nos chama a atenção para as relações recíprocas entre sistema econômico e instituições políticas que viabilizariam o quadro apresentado até este momento. Mostra-nos de um lado o esforço do Estado na expansão da indústria, e de outro a influência política dos industriais, sendo que neste jogo, nenhum destes atores exerceu a tarefa a qual se “propuseram”, o Estado não completou a industrialização e os industriais não criaram uma política nacional de desenvolvimento, chamamos a atenção para a total negligencia com objetivos que favorecessem a coletividade. É aqui que o nosso autor nos coloca a questão da formação de uma “’ideologia do progresso econômico’, que vem sendo improdutiva e desvantajosa para o Brasil” (FERNANDES, 1974: 84). Para o nosso autor essa “ideologia” tem como centro a valorização da mecanização. Estado e empreendedores viram a introdução das máquinas no processo industrial como algo milagroso que poderia estancar qualquer processo social necessário para a sua utilização, a máquina foi (e talvez ainda seja) traduzida como a expressão do progresso, um progresso artificial, pois ainda carregávamos consideráveis características escravocratas, patrimoniais e clientelistas, características estas incompatíveis com a lógica capitalista, necessária para viabilizar a concretização da industrialização. Acreditou-se que alçaríamos a “civilização moderna” através do maquinário, não considerou-se que o “homem é a medida de todas as coisas” ele não é incapaz de enfrentar problemas ou resolve-los, ele precisa viver o processo e aprender com ele. A máquina traz dilemas para a experiência social vivida pelos homens, ela “exige mudanças da natureza humana e elas só se produzem com certa lentidão, por serem condicionadas pela organização do ambiente social e pelo emprego que nele se faz das técnicas de socialização ou de educação dos homens” (FERNANDES, 1974: 76, 77).

De todo modo, Florestan Fernandes (1974) não entende que o Brasil está condenado à condição de país subdesenvolvido e de nação subindustrializada, sua sociologia é do engajamento, é da intervenção, é para isso que ela serve: analisar a sociedade, compreende-la, interpreta-la e assim auxilia-la. Aqui nosso autor aponta, de acordo com seus estudos, para a emergência da educação, da ciência para a urbanização, para a renovação das técnicas agrícolas, para o encontro entre cientista e técnico e deste modo para a industrialização e o desenvolvimento nacional, pois “todo comportamento social é alterável; e o homem caracteriza-se por ser o animal mais plástico em sua capacidade de alterar seu comportamento social, juntamente com as condições em que ele se organiza e desenvolve” (FERNANDES, 1974: 89).

 

Referências Bibliográficas

FERNANDES, Florestan. A sociologia numa era de revolução social. São Paulo: Cia. Editora Nacional,1963.

______. Mudanças sociais no Brasil. 3 edição. Rio de Janeiro: Difel, 1979.

IANNI, Octávio. A Sociologia de Florestan Fernandes. Estud. av.,  São Paulo ,  v. 10, n. 26, Abr.  1996. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40141996000100006&lng=en&nrm=iso&gt;. Acesso em 29/09/2013

ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. A sociologia de Florestan Fernandes. Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 22, n. 1, Fev. 2010

PEREIRA, Luiz. Estudos sobre o Brasil contemporâneo. 2ª edição. São Paulo: Livraria Editora Pioneira, 1978.


[1] Para a elaboração da sociologia, de acordo com Karl Mannheim, se faz necessário utilizar dos resultados das diversas áreas das Ciências Humanas, tais como a História, Economia, Psicologia entre outras, consistindo a Sociologia em metaciência que abarcaria os resultados parciais, em razão das características de tais ciências, de forma a compreender as dimensões do “homem total”, o qual: “sempre se comporta de uma maneira bastante diferente de acordo com o grupo particular do qual, em qualquer momento, ele faz parte… (FORACCHI, 1982: 60)”. É a pretensão do autor investigar como são “moldados” os sujeitos de acordo com o contexto em que estão inseridos. Daí surge o foco em como se dá a constituição das visões de mundo em cada sociedade ou grupo, objeto da sociologia do conhecimento. De acordo com Karl Mannheim (1952) a sociologia do conhecimento como formulação teórica busca compreender como estão ligados o conhecimento e a existência dos sujeitos.  É a busca da apreensão da relação entre a formulação teórica e vivência dos sujeitos que as formulam, estando inicialmente esta sociologia ligada à análise do desenvolvimento intelectual. Disponível em http://severosociologo.blogspot.com.br/2010/07/karl-mannheim-sociologia-do.html. Acesso em 29/09/2013.

[2] Sociólogo engajado.

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